A História em video

Loading...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tiradentes e a Inconfidência Mineira

Assista, analise, reflita...


... Os rumos da "Independência" do Brasil, 1822

Mártir, líder, idealista,  "bobo da Corte" ou "bode expiatório" a serviço de uma Elite regional covarde?

 

A dinâmica da ciência social nos permite, reflexões, e, obviamente, conclusões, acerca das participações e lideranças, ideologia da conspiração, escola e delação, julgamento de todos os envolvimento e uma única sentença capital, ou seja, a pena de morte. "A mais irreparável das penas mais irreparáveis", definiu Vitor Hugo, Artigo no Diário de Notícia, 2007, senão, analisemos os fatos e disposições.

Assim, e para tanto, tem-se os termos "bobo da Corte" ou "bode expiatório" e suas definições vernáculas. Ao primeiro, o sujeito que não tem visão ou postura própria sobre algo, de modo a inspirar a sua vida a partir das dos outros. Enquanto, no segundo, o indivíduo, em prol dos demais é sacrificado, para servir de exemplo, e de modo a desencorajar quaisquer outros que venham a se insurgir contra o sistema vigente - exemplo negativo que representa, mas passível de repetição. Obviamente que na visão do seu julgador.

As expressões contidas entre aspas denotam e requerem chamamentos, observações, interação e reflexão acerca do tema, seja individual, contextualizado, dialético, e aqui utilizadas com os mesmos propósitos na busca de ampliação, construção, forma e ângulos de abordagem de conhecimentos, suas significações, reflexos e lições com que se apresentam e/ou  representam nos dias atuais.

Afinal, quem foi Tiradentes?

Joaquim José da Silva Xavier nasceu na Fazenda Pombal, 1746, entre São José e São João Del Rei -  atual Tiradentes - Minas Gerais, dentista prático, de profissão "herdada" de familiar, perdeu os pais ainda na adolescência, e sendo e tutelado por um primo. Já adulto foi tropeiro, mascate, minerador, militar, ativista político, homem comum; porém, de ideais revolucionários bastante arraigados, o que agradava a outros com os mesmos princípios ideológicos, e, claro, desagradava a Corte portuguesa e ao sistema vigente da colônia, o que dentre tantas arbitrariedades, cobrava altos impostos, sobretudo da extração do ouro.

Todavia, Tiradentes, alcunha recebida pela profissão - algo comum para a maioria das pessoas de comunidades simples - não teve estudos regulares, apesar de bem articulado. Não se pode afirmar das suas relações afetivas ou sociais, já que não se casou, mas há relatos de que teve filhos, e muitos dos seus companheiros integravam classe mais abastada, elite aristocrática, e com formação privilegiada pelos bons colégios, e universidades europeias, frequentados.

E, então, quando as ideias revolucionárias que, em tese, levariam o Brasil a tão sonhada independência de Portugal com autonomia das províncias, fim da escravidão e melhores condições de vida, entre outras, este, foi delatado por um integrante do movimento - É, Joaquim Silvério dos Reis, o delatou. Provavelmente obteve privilégios para fazê-la.

Em  21 de abril de 1792, então, com 46 anos, Tiradentes foi preso, enforcado e esquartejado em praça pública. Seus membros foram salgados e espalhados entre o caminho que ligava Rio de Janeiro a Minas Gerais. A sua cabeça foi exposta em Vila Rica, atual Ouro Preto. Sua casa queimada e seus bens confiscados. O movimento sufocado com outras prisões.

Estudos revelam que Tiradentes não teria cabelos compridos, tampouco barbas longas - já que era militar, e título de alferes - ilustrado pelas telas e/ou pinturas dos famosos artistas da época, e esse estereótipo provavelmente tenha facilitado associação e semelhança a vida, traição e morte de Jesus Cristo, elevando-o assim, de forma gloriosa, a condição de Mártir da Independência eis que ofereceu a sua vida em sacrifício para defender o seu grupo e seus ideais de liberdade.

Seria um ato de abnegação e imolação pela "derrama" ou seus díspares o teriam escolhido, entre tantos, para servir de exemplo? Coincidências entre vida e morte? Porquê não deram o mesmo fim aos demais, sobretudo os da aristocracia, mas que também fizeram parte da conspiração? Porquê, até nos dias atuais, os mitos permanecem?

E alguns, atualmente, diriam: "Mais vale um covarde vivo a um herói morto" em razão da sentença imposta e o processo de independência trinta anos depois. Aliás, explicado pela frase estampada na bandeira de Minas Gerais pelo que se lê: "Libertas quae sera tamen", ou seja, Liberdade, embora que tardia.

Porquê, ele e não outro (s)?
Teria sido um ato de confiança, coragem ou de mera escolha, dentre os demais, no movimento de conspiração? Quantos Joaquins Josés, ainda, existem? Devaneio, loucura, entusiasmo...Será!?

Pela abordagem, você responde!

Saber mais:

Nenhum comentário:

Postar um comentário