domingo, 31 de março de 2013

Uma questão de interpretação


Certamente, a atividade do docente não é nada fácil, principalmente quando se lida com adolescentes e suas efervescências, próprias da idade. Atualmente já não basta o amor a profissão, mas sobretudo paciência e muita disposição para o trato que a questão requer, sempre e sob iminente estresse, verificados diuturnamente, onde o ambiente escolar tornou-se, via de regra, um "barril de pólvora" e/ou "bomba-relógio". Necessário, pois, reflexões acerca de inusitados contextos.

Isso faz relembrar algumas histórias!

Numa dessas acaloradas aulas, uma turma resolveu boicotar a aula daquela professora - provavelmente pouco interessante aos olhos de alguns jovens - impedindo-a de ministrar a tão planejada revisão para a prova, cuja atividade anterior poucos responderam, portanto, sem o resultado desejado, deixando desde logo a mestre bastante desapontada, senão, indignada. 

Do mesmo modo, naquele dia ao ser impedida de entrar, noutra sala - ou seria sair de sala? - na troca de horário, professor e componente curricular, alunos aglomerados na porta, fora de sala, e, via de regra, comum é vê-los chutando qualquer coisa, e/ou pelas brincadeiras indesejáveis ou pouco recomendáveis, instantes em que uma lata de refrigerante, com substância duvidosa, concomitantemente com uma bola, oriunda sabe-se lá de onde, atravessou-lhe o caminho, acertando-a em cheio a sua cabeça, fazendo-a girar. Isso faz lembrar da professora Maria de Fátima Costa dos Santos, Franco da Rocha, São Paulo, que quase ficou cega, após ser atingida com lata de lixo, após o corte de energia e arrastões em sala de aula.

Ainda muito irritada, procura a Direção e Conselheiro da turma, sugere apuração e devida medida punitiva, a quais seriam pela retenção de carteirinhas, cancelamento do passeio anteriormente programado, chamamento dos pais e/ou responsáveis para ciência, eis que se tratava do último bimestre,  apurado e do conhecimento de todos, pelo menos dos envolvidos, remetendo-os provavelmente a uma reprovação generalizada.

Tumulto contido, eis que ao adentrar em outra sala, ela, descobre de onde partira a bola. É, aquela! que lhe atravessara o caminho anteriormente, e ouvir em tom de zombaria, qual o proprietário, o responsável pelo chute certeiro, e demais concorrentes da latinha de refrigerante ao passe facilitador que a colocara,  no mínimo, em situação vexatória ou ridicularizada diante todos.

E, sem pensar, disparou: Vocês conhecem as regras da boa convivência, mas preferem ignorá-las. Alguns insistem em agir como filho de chocadeira! Como???? Momento em que alguém retruca: Filho de chocadeira? É, ela ratificou: Sim, filho de chocadeira, porque muitos não sabem o significado da palavra família. Aprendizado e educação pressupõem-se começar, iniciar-se em casa com a família, a partir de regras, limites, compromissos, exemplos e espelhos, eis que a conotação dada a expressão "Filho de chocadeira" remete-nos para aquele que foi ou está sendo criado fora da mãe, sem sentimento de amor universal, respeito pelo outro, sem o mínimo de princípios, e do contrário, saberia distinguir os valores morais, espirituais, éticos, cidadãos, bom comportamento social, e que devem a todos nortear, sobretudo no ambiente escolar.

Porém, o que deveria ser algo razoável, sanável e positivado ao crescimento de todos, tornou-se objeto de ilações, controvérsias e desentendimentos, eis que depois da chamada "pagação de sapos" pela professora alguns teriam entendido a seu modo e valor - imaginara esta ter alcançado o objetivo pelo ensinamento daquela estressada aula  - e alguém se insurgiu, alegando em nome próprio -  e alheio! - ofensa e humilhação nas palavras proferidas por ela, apesar de não ter sido dirigida individualmente a ninguém.

No dia seguinte, reunião com a turma, pais e/ou responsáveis, Direção e demais professores. É, aquela, inicialmente do tumulto, depois da retenção das carteirinhas e na qual, alguns alunos atribuíram aos professores, conduta diversa de desrespeito também para com eles, inclusive com algumas citações e ilações ocorridas,  em outras turmas, mas que eles, em sua defesa se apropriaram. Certamente para desviar ou desvincular qualquer punição que os detivesse, eximisse ou retirasse os benefícios, inclusive o passeio preparado pela escola.

E, então, o que era para se apurar com aquela reunião,  inverteu-se pela ordem ou reconvenção. Ou seja, o comparecimento dos pais naquela escola foi tão somente para saber porque aquela (es) professora (o) (s) havia se excedido, contudo, não verificou-se nenhuma preocupação já que a turma apresentava vários problemas de indisciplina, baixo desempenho e notas irregulares. Sequer quiseram ouvir o real acorrido naquela fatídica manhã.

Fato análogo foi veiculado, envolvendo o Colégio Estadual Piratini em Porto Alegre (RS), onde uma aluna que falava ao telefone em sala de aula, teria sido convidada a desligar e/ou guardar o aparelho celular - sob pena de ter que sair da aula haja visto estar atrapalhando a ministração - sentiu-se constrangida com a atitude do professor. Posteriormente, seus pais teriam representado judicialmente em face do mestre, alegando "constrangimento" da filha, momento em que foi contestado pelo cumprimento da norma institucional pelo profissional da educação.

Insta salientar, que o uso de telefones celulares em sala de aula, apesar da restrição inclusive por parte de universidades e faculdades em todo o país - Lei estadual -  tornou-se quase que regra pelos alunos, assim como as cartinhas e/ou baralhos e afins, de modo que sempre exemplificam conflitos entre escolas, alunos e professores, sobretudo em instituições públicos pelos vários conceitos e permissividades de algumas pessoas acerca da deturpação entre o verdadeiro sentido da "res publica" e suas responsabilizações.

E muitos até diriam: "Impressionante! como o adolescente manipula as coisas ao seu favor" ou algo como "Bobo é quem pensa que eles são ingênuos! Em nenhum momento, apesar do contexto, a (o) (s) docente (s) se dirigiu aquela turma, mas aqueles jovens se apropriaram do acontecido em outra turma para se resguardar de possível punição de seus pais, acusando-a (o) (s). Se alguém tinha de reclamar não seria esta, mas sim a outra. Até porque o discurso da docente foi genérico  ou ofensa individualizada.

Vale ressaltar que os próprios pais, em vários momentos da convivência familiar, perdem a paciência com seus filhos, recorrem as punições e cerceamentos vários no sentido de melhor educá-los. O professor não pode, bem como o direito de perder a paciência, inclusive quando é ofendido ou agredido - e, neste caso, em local impróprio, o corredor. A ele é cobrado tudo, mas negado o direito de agir, contraditoriamente. A ele será sempre cobrado coerência, bom-senso, cautela, mas sobretudo sabedoria, em detrimento de qualquer sentimento ou reação inesperada, indesejada ou esdrúxula como possa apresentar.

Assim, ao analisar de forma igual e justaposta, conquanto pouco indigesta, e se colocar no lugar do outro, indaga-se: E se fosse o contrário? Sim, como no caso daquela professora que quase perdeu a visão. Teria sido ela a cortar a energia elétrica da sala e iniciado o arrastão? Quem arcará com os danos ocorridos em razão da agressão sofrida por ela? A quem caberá a responsabilização: O Estado, aluno (s) ou a (s)  família (s) dos infratores? Bem, o inverso pouco importa, diria alguns! O ser humano, profissional, pessoa, eis que todos podem falham, inclusive os professores, inclusive dificuldades em administrar jovens rebeldes, sem objetivos concretos, certamente em razão da idade, salas lotadas, contextos e/ou parâmetros sociais e  familiares diversos.

E muitos até arriscariam pronunciar: "Coitados, ainda, são jovens e pouco sabem da vida"! mas sabem perfeitamente o que fazer para conquistar seus objetivos. Ensinar para educar. E não se mostram tão inocentes em outros aspectos da vida e baila das discussões.

Afinal, o que queremos reproduzir na sociedade?

Pense nisso!

Saber mais: 

domingo, 24 de março de 2013

Educação: Ensinando a ensinar

Educação é coisa séria...

Forma pessoas em cidadãos questionadores, críticos, mas, sobretudo participativos, transformadores!

Saber mais:
Habilidadades e Competências
Frases de Paulo Freire
Cantigas de roda ...
Para ensinar, não é necessário reprovar, reprovar e reprovar

quarta-feira, 20 de março de 2013

Imagens e reflexos!

Ao analisar determinados comportamentos reproduzidos na sociedade em geral, a partir dos pilares balizadores dos aprendizados pelos ensinamentos na busca da melhor qualidade social, intelectual e da participação dos seus indivíduos, em especial no campo da educação como locupletação do homem, tem-se uma grande diversidade de exemplos - boas e ruins - mas, consequentemente com reflexos paradoxais que nos induz a repensar, inferir ou  mediar  na busca de soluções.

Desta forma, tem-se os valores sociais, morais, espirituais, éticos, entre outros, contudo, a cada momento uns ou outros se destoam como se não estivessem intrinsecamente ligados por padrões, modelos ou regras a serem seguidos ou que pelo menos deveriam servir de parâmetros norteadores de uma sociedade em prol de melhor qualidade de vida.

Vale ressaltar que, via de regra, os pais ensinam e/ou repassam aos seus filhos os valores pelos quais eles acreditam  e aqui não se discute grau ou juízo de valor em que pese o conceito de certo ou errado, mas tão somente o que cada um quer para seu filho como por exemplo na defesa da verdade, ou seja, o de procurar nunca mentir, respeitar, não  iludir, persuadir, enganar, dentre tantas outras condutas sociais reprováveis aos olhos da lei e da sociedade, todavia observa-se diuturnamente, atitudes antagônicas, contrárias e negativas, mas que facilmente assimiladas, sobretudo quando em tenra idade, e, fatalmente, reproduzidas mais tarde.

Mas como ensinar uma coisa e fazer outra, completamente diferente? Será que o provérbio  "Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço" estaria coerente e adequado? Certamente, não! Ao mínimo poderia reforçá-lo negativamente, senão, vejamos alguns exemplos acerca do assunto.

Para Bruna Menegueço, então, jornalista da Revista Crescer: "Mentir para o seu filho parece inofensivo, mas dessa forma, a criança não aprende". Você sabe que mentir é errado e se esforça para ensinar isso ao seu filho. Quando percebe que ele contou uma mentira, conversa, ensina, explica e até perde o sono quando pensa onde pode ter errado. Mas dias depois, durante um passeio ao shopping, seu filho pede um brinquedo novo. Você prontamente responde: "Eu não tenho dinheiro". Alguns minutos depois, entra na próxima loja  e compra um perfume, por exemplo.

É fácil cair na tentação da mentira para tentar uma discussão ou que seu filho se frustre por um motivo banal. Mas esses são marcos importantes do desenvolvimento infantil. Uma mentira aqui, outra ali, e quando você percebe, ela já faz parte do repertório da criança, que passa a acreditar que  aquilo é comum e pode ser feito. E ai, não adianta conversar, explicar, ensinar, se o exemplo - que é sempre uma das melhores lições - for diferente.

Conforme o posicionamento da jornalista, balizado por Ana Lúcia Gomes Castello, psicóloga do Hospital Infantil Sabará (SP), confira as 6 mentiras mais comuns que os pais contam aos seus filhos e, da próxima vez que pensar em contar uma "mentirinha" para evitar uma conversa com seu filho, respire fundo, fale a verdade e explique. Logo, você vai perceber que o esforço vale - muito - a pena.

Eu volto logo!

A cena é clássica. Você tem que sair para trabalhar e seu filho começa a chorar, agarra a sua perna, pede que fique. O coração fica despedaçado, é verdade. Para amenizar, ao menos, um pouquinho esse sofrimento, você diz: "Eu já volto, não vou demorar". Logo, seu filho vai perceber a verdade e pode não acreditar mais em você.

Não tenho dinheiro!

Basta um passeio pelo shopping ou até mesmo pelo supermercado para começar a ouvir os pedidos. Pode ser brinquedos, jogos e até um doce daqueles bem coloridos. A resposta já está pronta: "Não tenho dinheiro". Alguns passos adiante e você entra em uma loja para comprar um presente para alguém. E o dinheiro, afinal, de onde brotou? Não vai demorar muito e a criança vai começar argumentar. É melhor explicar que você não vai comprar aquele presente e que ele pode pedir de aniversário ou de natal. 

Estou prestando atenção!

Enquanto seu filho imita um super-herói com direito ma efeitos sonoros e desempenho cheio de energia, você aproveita para assistir alguns minutos de um programa na televisão. Quando ele nota que você  não reparou em um movimento diferente, logo pergunta se está prestando atenção: "Estou vendo, filho". Aqui, a melhor saída é reservar a atenção exclusiva para a criança e evitar a resposta mentirosa.

Está fechado!

Parque, sorveteria, loja de brinquedos, restaurante, fast food, shopping... A lista dos estabelecimentos que você diz estarem "fechados" quando seu filho pede alguma coisa é enorme. Melhor aproveitar a chance e fazê-lo entender que não é a hora de brincar, comer, correr etc. Lembre-se que lidar com a frustração e, sim, importante para o desenvolvimento dele.

Que desenho lindo!

Nesse caso, o mais importante é elogiar a iniciativa de desenhar, aproveitar aquele momento. Ninguém espera que uma criança desenhe perfeitamente, mas se perceber que seu filho se esforço pouco desta vez, você pode comparar com outros que ele já tenha feito e incentivá-lo a caprichar mais no próximo. Além disso dizer "que legal" pode ser uma saída melhor.

A cegonha traz os bebês!

Falar de sexo com o seu filho é difícil mesmo. Quando bem pequeno, ele não precisa saber exatamente como os bebês nascem, mas evite usar a velha história da cegonha. Explique apenas que eles são frutos do amor do casal e pronto. Não precisa ir além da pergunta dele naquele momento. Aos poucos, ele vai entender a verdade.

Assim, torna compreensível alguns desvios, atitudes, comportamentos diante do semelhante e na sociedade quando em muito, poderiam ser evitados.

E, então, inevitáveis, os questionamentos: O que queremos da sociedade? O que fazemos por ela? O que desejamos para todos, em especial, para os nossos filhos?

Pense nisso!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Volta ao Mundo da Leitura



Tome seu lugar: AQUI



Que personagem de Clarice Lispector é você?
Teste, e descubra AQUI

Vem que eu te conto

Que livro você é?

Você leu "Vidas Secas"? Teste seus conhecimentos em  O jogo dos livros!

Boa leitura: Uma necessidade diária

Saiba mais sobre a escritora Clarice Lispector: AQUI


E mais:


Os 100 livros essenciais da Literatura Brasileira

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ltiurae com prguo de plvaraa

                                                                                I
De aorcdo ocm uam pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso,  a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcêo pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não tmeos cdaa lrtae isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
                                                                                 II

    minhaavómãedemamãeramaisaltaemaismagra.
    minhaavómãedepapaisechamavaEster.
    vovóSôniasempreria.
    vovóEsterquasenãoria.
    vovóSôniaadoravaouvirecontarpiadas.

                                                       E então...? Conseguiu?


Este tipo de teste só vêm confirmar a hipótese de que as pessoas não leem de fato palavra por palavra, letra por letra. As pessoas leem conjunto de palavras e buscam um significado para uma montoeira de informação. Interessante não? Será que isso tem a ver como as pessoas leem e, consequentemente interpretam?  Qual o método mais eficiente para uma boa leitura? a formal ou a silábica, cifrada ou agrupada em parágrafos, dentro ou fora dos critérios morfológicos, semânticos ou outros quaisquer; mas que visem sempre resultados positivos a interpretação e como consequência,  a qualidade da escrita? Descubra a sua!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Será o fim!?

Fonte: Imagem Google
O assunto em baila é o fim mundo, notadamente neste 21.12.12,  e, desde então,  a especulação de uns e outros em torno do imaginável fenômeno. Contudo, vale ressaltar que a cada virada de século, milênio ou ciclo histórico torna-se comum possíveis "previsões" ou "profecias"  e, consequente,  particularidades e conclusões.

E, nesta perspectiva, sobreviveu-se a passagem do Cometa Halley em 1986 e a possibilidade de choque deste com o Planeta Vida, a Profecia de Nostradamus em 1999 e a célebre expressão: "Mil passará, dois mil não chegará", numa alusão que o mundo não ultrapassaria aquele milênio - e sob a mesma profecia, especulou-se a Revolução Francesa, a ascensão de Hitler, Saddan Hussein, Muammar Kadafi, Osama Bin Laden, entre tantos outros.

Bug do Milênio em 2000 e a possibilidade de invasões, vírus ou pane nos computadores da época, e  a mais recente especulação, qual seja, a contagem do tempo pelos povos maias, - Calendário Maia - antiga civilização da América Central, que contavam e encerravam os seus ciclos naturais de forma diferenciada de outras tribos, e aqui não se despreza a de outros povos pela essência histórico-contributiva, a exemplo dos  celtas, egípcios etc.

De forma que a visão apocalíptica precede ao nascimento de Cristo, e, é marcada pela renovação dos tempos, formas e contagens, seja por meio da mitologia, Ilíada, Odisseia, diásporas ou pestes, seja por catástrofes naturais, aquecimento global, alinhamento dos planetas, guerras etc. todavia, não se pode desprezar os contextos e as intervenções das gerações, ciências, tecnologias, senão,  na própria ação individualizada do homem, ceticismo e/ou radicalismo.

O mundo inexoravelmente acaba quando nele não existir o labor para todos, o voluntariado, a solidariedade, a reciprocidade, a sensibilidade, a união, a gratidão, a bondade, a compaixão, o respeito, a liberdade, a justiça, a dignidade, a esperança, a felicidade, o carinho, o afeto, o amor...  A Vida!

O mundo sorrateiramente acaba quando se esconde as razões, emoções, possibilidades, oportunidades e/ou não as compartilham pelas vulnerabilidades e de modo a não demonstrar as próprias fragilidades ou fraquezas de uns em relação a outros; quiçá, diante da vida;

O mundo acaba para aquele que não tem fé, crença, credo ou  pela pouca religiosidade se esvai, sucumbe-se, exaure-se diante de falsidades, maldades, mentiras, vaidades ou quaisquer outras observadas, reveladas e/ou desvendadas no dia-a-dia dos indivíduos;

O mundo discretamente acaba quando se percebe que muitos têm pouco; e, poucos tem muito,  e que estes últimos, por ocuparem o ápice, a superestrutura da pirâmide social, não raras as vezes, utilizam dos demais como meio, apoio ou trampolim na escalada da ascensão em detrimento de todos;

O mundo acaba quando não se evidencia ou privilegia a saúde adequada ou de qualidade, contudo, suscitada, almejada ou auferida por todos aqueles que dela necessitam ou mesmo quando muitos são assolados pelas desigualdades, fome, miséria;

O mundo paulatinamente acaba quando o país, pela péssima educação ofertada, finge que ensina, orienta ou prepara os seus jovens, e estes, quase que na mesma proporção, fingem que são ou estão preparados; porém, frustrados e a assistir a concorrência desigual  num verdadeiro "salve-se quem puder";

O mundo lenientemente acaba quando se deixa de investir na prevenção, segurança ou negligencia-se nas ações pertinentes, tornando os cidadãos reféns do medo, até mesmo no conforto dos seus lares, enquanto passivamente aguardam construções de cadeias e presídios de segurança máxima que possam abrigar os que estão a margem da mesma sociedade hipócrita, mas que insistentemente segrega-os em vã recuperação e/ou reinserção social, lançando-os  a posteriori,  como cães ferozes a cobrar de todos, o que outrora lhes fora negado, frustrado ou negligenciado;

O mundo indubitavelmente acaba quando se perde os valores morais, espirituais, éticos e/ou seus indivíduos, em razão de interesses diversos, adversos ou difusos, imparidade ou falta de bom-senso na utilização dos recursos naturais, científicos, tecnológicos ou sociais, não permitindo torná-lo mediano, equilibrado e razoável para todos;

O mundo precocemente acaba quando não se cuida adequadamente da fauna, flora, da terra, água, ar, enfim, do Planeta! Onde não há,  mínima e evidente,  preocupação na preservação do meio-ambiente a se observar pela constante devastação, exploração e/ou pelo lançamento de poluentes, diuturnamente, na atmosfera;

O mundo silente acaba quando se perde a inocência, a humildade, a simplicidade, a ingenuidade, a paciência, a disposição, sonhos e ilusões, ao mesmo tempo em que deixa-se de acreditar em papais noéis  cegonhas, duendes, fadas, reinos mágicos ou encantados, príncipes e princesas...! Obviamente, respeitando-se os limites.

Calma, ainda,  não é o fim!
Afinal, cuidando bem do mundo; ele não acabará!
Você decide!

Eis que se plantarmos a sementinha do bem em cada CORAÇÃO disposto a fazer a DIFERENÇA, enquanto SER, filho, imagem e semelhança de DEUS, o mundo se eternizará!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Educação: A primeira lição

 
Ao discorrer sobre a educação, notadamente a brasileira, necessário algumas indagações acerca do tema. Qual a importância da educação na formação das pessoas? É possível a construção da educação, unilateralmente? A quem interessa a pouca educação? O brasileiro está preparado para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo? Quando começa o futuro?
 
Indagações, questionamentos e discussões acerca do tema têm - ou deveria ter - como objetivo e reflexão, o conclamar da sociedade para a causa, eis que sem eles, dificilmente haverá desenvolvimento, evolução, e, crescimento do Estado, porquanto o sentido de nação participativa e igualitária para todos os cidadãos é que o futuro se apresenta agora, já!. 
 
Assim, não se pode conceber este ou aquele profissional, sobretudo os agentes envolvidos diretamente com a educação, sem o devido compromisso no desempenho pleno da sua função ou mesmo uma educação de forma desqualificada, reduzida, isolada e/ou ofertada. E muitos afirmarão: "Não tenho nada com isso!" ou outras frases do gênero
 
E, como premissa maior, diga-se: Claro que tem! A partir do momento em que todos necessitam de todos, logo, todos devem ter responsabilidade e compromisso uns para com os outros. Como assim? Quando necessita-se do serviço ou ajuda do outro! Afinal, quem nunca necessitou ou mesmo tem conhecimento de alguém que utilizou-se dos conhecimentos do médico, policial, engenheiro, advogado, professor etc. E quem os formarão? A própria sociedade pela oferta da mão de obra qualificada ou não dos seus cidadãos! Na justa medida que contribuem, colaboram, participam ou oferecem os seus serviços.

Ressalva-se a interação com os demais órgãos estatais, por meio dos seus agentes ou colaboradores na vontade, implementação, efetivação e derivação das políticas públicas que viabilizam mudanças e  positivam qualidade da educação como lócus essencial do desenvolvimento e crescimento em geral, e até mesmo as ONGs pelo trabalho, desempenho e relevância dos serviços prestados as comunidades neste sentido.

Isso faz lembrar daquela professora de nome Iolíris, entrevistada por um programa de televisão, educadora da comunidade carente da Pavuna, Rio de Janeiro - e do mais baixo IDH do Estado - mas que modificou a realidade da sua escola pelo bom exemplo de abnegação a profissão desempenhada,  destacando-se pelo excelente trabalho e resultado do Ideb/MEC do Estado do RJ.

E, então, pergunta-se: Será que aquela professora conseguiu o grande feito de mudar a realidade daquela escola somente em função de sua exclusiva dedicação? Certamente que não! Para que o seu trabalho, fruto de amor e dedicação, fosse recepcionado pela comunidade local,  necessário  que todos se depreendessem em razão das urgência e necessidade,  inclusive outros professores e/ou grupos, em prol do objetivo maior: a educação com qualidade!
 
Desta forma, aquela professora contou com o apoio, inclusive dos malandros da periferia na preservação dos muros da instituição, pelas não pichações, ou no próprio resguardo das instalações, materiais pedagógicos e demais utensílios escolares,  pelos constantes furtos evidenciados e praticados por vândalos e afins, até então,  eis que mencionou na entrevista: "Assim que assumi, fui buscar as panelas da escola em um ferro velho [...]"  ou  "[...] contei com a ajuda do meu marido e de outros familiares [...]", ou simplesmente  pelos ensinamentos de outra inominada mestre - e de tantos outros -  mas reconhecida pelos próprios filhos,  quando em sua homenagem lhe ofertaram o livro de Esmé Raji Codell,  intitulado Uma professora fora de série,  ancorada também pelo bom desempenho e dedicação no exercício da profissão.
 
Afinal, com anuência de ambas que  discordam do provérbio popular: "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau". E, elas ratificam: "O exemplo deve sempre começar em casa" [...]. "Não se pode vender uma ideia pela qual não se acredita" ou "[...] que  não se  tenha a devida eficácia",  complementam.
 
Educar é uma arte! Assim como a vida. Obviamente que todos devem passar pelo processo de conscientização, liberdade, aprimoramento a real importância, e sob a responsabilidade e auspícios dos tantos mestres. Nesta perspectiva, mister são as propostas de mudança pelos objetivos desejados.
 
E, então, pelos projetos de leitura, valores, cidadania com que todos se envolveram, por meio daquela professora, demonstrou-se que não basta o "saber" das necessidades, mas, sobretudo, o "querer" de todos para que o sucesso tenha a cara e o nome de "Educação para todos". Um dever exercido pelo Estado por meio do seu povo. Afinal,  o Estado é composto por todos ao bem comum.

A lição deve ser copiada, e respondida, acertadamente.

Parabéns, Iolíris!


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