sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

No mundo das HQs

Quem não se lembra da infância e das belas histórias infanto-juvenis?
Muitas até permanecem na memória ao longo da vida!
Imaginárias, fantasiosas, contadas e encantadas, recheadas de mistérios, dramas, romances
e aventuras...
Certamente, nunca esquecidas!
 Histórias de príncipes, princesas, heróis, vilões, mocinhos, bandidos e tantos outros...
Denotadas viagens e/ou legados infantis!

E as em quadrinhos?

Você gosta de histórias em quadrinhos?

Então, escolha a sua pela faixa etária AQUI e boa leitura!

O incrível poder das Histórias em quadrinhos



Quadrinhos que viraram Filmes

Fonte de leitura: Já sei ler gibi

Recursos/Aprendizados: Gibi em sala

Estímulos/desafios: Aulas que estão no gibi

Responda!
Quem você seria no mundo das histórias em quadrinhos.



E mais:


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Educação: Estímulos e desafios

Historicamente, o papel do professor sempre foi de grande relevância na sociedade, sobretudo no Velho Continente, e que só era possível pelas famílias mais abastadas, a contratar seus serviços eis que a educação não estava ao real alcance de todos. Era um prestigio de poucos. No Brasil Colonial, as famílias que possuíam essas condições, ofertavam aos seus filhos os ensinamentos e conhecimentos dos mestres, diretamente em suas residências. Prestigio esse que faz-nos relembrar de D. Pedro II, imperador Brasil, pela expressão: "Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro", deferimento e reconhecimento a arte e/ou tarefa de ensinar - Dizem que ele só se curvava para o professor! Posteriormente, os afortunados eram reconduzidos aos colégios e universidades da Europa para receber os títulos advindos do letramento inicial, e outras especialidades etc.

De lá para cá, mudanças ocorreram e a educação deixou de ser um privilégio de alguns e passou a ser direito de todos. A Constituição Federal de 1988 em seu art. 205 assegura: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Destaque e grifo nosso. Podendo-se extrair que a educação é um direito de todos; um dever do Estado, da família e da sociedade ao pleno desenvolvimento do indivíduo, inclusive na conquista do trabalho, e consequentemente na independência, liberdade e cidadania, ou seja, uma educação que prepara e liberta, contrária da que aparta, discrimina e escraviza.

Destarte, tem-se original, e constitucionalmente, que educação é um dever de todos com determinação, participação e responsabilização de todos, inclusive com implantação de regras e limites, senão, dar-se-ia outro nome, porquanto ideal da Nação. É sempre oportuno lembrar que Educação não se traduz só com o professor; tampouco, somente a ele, imbricar responsabilidades, razão pelo qual muitos não queiram abraçar tamanho desafio. Mister será outras considerações, ponderações, e, colaborações.

Hodiernamente, o que se constata é o descompasso entre o razoável e o minimamente possível, oferecido pelo Estado. A sociedade sucumbe nos seus ideais quando não alcança o meio ou adequação ao fim proposto e desejado por todos, gerando grande insatisfação social. E neste descompasso, encontra-se o profissional da educação brasileira, inclusive exaurindo-se físico e emocionalmente pela falta do reconhecimento laboral ou na própria desvalorização diária da profissão como o que se lê in verbis.

          "Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador.

          Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
            Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
             Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria...Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
            Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados,  minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
             Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10m. de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.    Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
           Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
         Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
         Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
            Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
         Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas". Desabafo de uma professora do Colégio Estadual Júlio Mesquita, em resposta à Revista Veja, e a jornalista, Roberta Abreu, Edição 2170/10, "Aula Cronometrada". 

Paradoxalmente, notório e sabido é a importância desses profissionais pelo sucesso no desempenho de suas atividades e/ou especializações, sobretudo na Rede Pública de Ensino, haja visto os parcos recursos, desvios de interesses e ausência de vontade política a excelência, e mesmo não tendo reconhecimento de alguns segmentos da sociedade, dentre os quais parte da mídia e imprensa brasileira, continuam fazendo o grande diferencial pelo país.

Assim, da teoria à prática, dos estímulos e desafios ao desempenho diário e rotina profissional, tem-se, nossos educadores, e, portanto, berdadeiros guerreiros na luta por uma educação de qualidade, afinal, parafraseando o poeta, "Se cuidarmos da educação não carecemos construir cárceres".

Aliás, pelo relato, lamentável, Infelizmente, com o passar dos anos, e pela inércia do Estado, tenha-se que ler e/ou ouvir desabafos como o dessa educadora. Melhor será a observação, e laboratório in loco, a real análise de casos. Apesar dos "muros" a porta está aberta!

Saber mais:

domingo, 2 de novembro de 2014

A quem interessa a pouca educação?

Fonte: Google Imagens
Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar do Programa da Rede TV "É notícia", o fundador da Linhas Aéreas AZUL, David Neeleman de 52 anos, além de discorrer sobre o desempenho da Companhia em nosso país, também discutiu sobre as maiores causas dos desastres aéreos - o que ele atribui principalmente,  as falhas humanas, a despeito do desligamento do transpônder no caso do Legacy com o Boeing Gol,  Serra do Cachimbo/MT (29.09.06) - ao mesmo tempo em que reafirmou a necessidade de se investir na qualificação, treinamentos, formação dos funcionários, principalmente desse setor, a preocupação em dinamizar aeronaves para que,  mais modernas, e com o fito de queimar menos combustíveis  possam, consequentemente, lançar menos poluentes na atmosfera, oportunidade em que também discorreu sobre o tema "Educação no Brasil" ao indagar, questionando: "Porquê, no Brasil, os filhos de pessoas ricas estudam nos melhores colégios particulares de Ensino Médio e depois vão fazer o Curso Superior em Universidades Públicas" (Federais)? Interessante o questionamento! Será porquê?  Respostas...

Provavelmente porque o ensino é melhor,  talvez porque é gratuito; talvez porque ao procurar emprego, sendo formado pela Instituição Pública é mais respeitado e/ou considerado mais inteligente; ou porque somente quem se prepara será capaz de acessá-la em razão da demanda. 

Ao mesmo tempo em que do lado de cá... É gente! do lado de cá da ponta contrária da pirâmide social a coisa está gritando...e estou sendo complacente!  Porquê o Ensino Público nos níveis fundamental e médio não são estimulados a melhorem e a se tornarem competitivos também para aquele desprovido, digamos de recursos, de pagar uma escola particular para o seu filho, e também,  condições de acessar a Universidade Pública? Será que esses pais amam tanto os seus filhos que não querem professores cada vez mais qualificados e que explorem a capacidade intelectual dos seus filhos para estes também, se tornarem pessoas de sucesso na vida? ou será que o sistema estimula cada vez mais escolas, professores, pais, alunos a se sucumbirem na mediocridade,  porque para eles - os ricos! - torna-se mais fácil a ultrapassagem, e consequentemente a vitória? Ah! como do lado de cá as presas são fáceis, não querem estudar! Praticamente, inexiste "esforço mental"  ou físico. Não se busca o real culpado...

A história tem-se revelado. Só aquele que pouco estuda, mal ouve, pouco vê,  nada questiona, pouco fiscaliza as estruturas governamentais, nada faz,  provavelmente nada fez ou nada poderá fazer para mudar as velhas estruturas do Estado que, com a ajuda daqueles que querem se perpetuar no poder, e na vida boa,  não permitem que alguém sonhe ou realize os seus sonhos.  É! coisas do egoismo humano...

Do contrário, sonhar sem realizar, fica tão somente no campo do inconsciente e este,  não altera a vida prática e conscientemente almejada e/ou que deveria ser desejada por todos. Eis a importância de se estudar, conhecer para transformar a realidade que se deseja e/ou se deveria querer transformar.

E então, é só analisar: Se não tenho condições de pagar uma escola particular; mas quero ter um futuro diferente, promissor;  preciso estudar para ter condições de concorrer com aquele que já nasceu em berço de ouro - rico. O que devo fazer? Estudar! Não tem outro jeito, ou ..., Bem,  galera!  Este é o melhor caminho.

É! basta você decidir o que você quer, com a  liberdade de escolha que lhe está sendo concedida, mas a responsabilidade será toda sua.

As estruturas  permanecem:  O rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre!
É só observar... pela pirâmide acima.
Pense nisso e,  Decida o que você quer para a sua vida!!!


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Educação: Carta aberta...

Perdão, professor! 

Tive uma professora, Dona Dealdina que, muito linda, me ensinou os primeiros numerais com canções delicadas, historinhas e desenhos. O 2 por exemplo, era um patinho. Eu guardo dela uma espécie de amor materno, com ternura de quem acolhe, foi a mãe de minhas primeiras letras e ninguém tirará do meu peito esse rico aprendizado pela via do afeto. E olha que eu vinha de uma casa com pai, mãe, irmãos e o carinho deles. Pois se neste coração que não era carente tal inscrição se fez, imagine o que não faz ou o que não faria no coração de uma criança que vive conflitos cruéis e abandonos dentro da família? Dona Dealdina era apaixonada pela profissão, tem até hoje um português impecável e uma letra que de tão linda dá vontade de a gente beijar. Letra de professora. É de uma época em que era prestigioso ser professor. Dizia-se: “O rapaz é muito bom, a mãe é professora...” Ela sabia que pais e mestres se revezam nestes papeis. Tudo que ensina Mestre. Dona Dealdina com muita responsabilidade amava sua profissão e fazia de sua sala de aula um ninho de atenção, carinho, delicadeza, criatividade e, creiam-me, aprendizagem. A ela e a esse tipo de professor, peço perdão. Também peço àqueles que não puderam estudar direito, que têm que se esgoelar trabalhando em várias escolas para reunir os pingados oriundos da extensa carga horária e assim aumentar sua renda mensal. Este professor que muitas vezes nem a própria língua fala direito, o professor semi analfabeto a quem não é oferecido formação consequente que considere o futuro de uma nação, sofre e faz sofrer. Peço perdão pelo descaso que essa nação oferece a esse profissional na mão do qual tudo vem explodir. Ele toca o aluno e percebe que está com febre; o que fazer? Deixa pra lá? Liga para a mãe, chama o médico, medica? Ou então detecta-se na criança uma possível marca de violência e até de assédio sexual. Está esse professor preparado? Dele, na mão do qual tudo estoura, quem cuida? Quem o capacita num sistema conteudista que gratifica o professor que atinge metas e rendimentos que não comprovam o real aprendizado do aluno para a sociedade e muito menos forma um cidadão atento ao coletivo, sabedor de que sua felicidade solitária em detrimento da exploração e da desgraça do outro não pode ser chamada de felicidade? Peço perdão por um sistema educacional que ainda não entendeu que não haverá uma revolução definidora para os caminhos brasileiros se não pela educação. Não existe outra. O país ainda não entendeu que quem gasta mais dinheiro com escolas e inclusão gastará menos construindo menos prisões. Mas eu não vejo um projeto educacional que envolva com clareza a dimensão da palavra “educar”. No recente Seminário de Cultura e Educação, em Brasília, vê-se que estamos tentando construir isto, mas não é fácil porque a mudança exige radicalidade. Todos os programas de educação resultarão frágeis enquanto forem executados por um professor despreparado, não desenvolvido na sua auto confiança, na sua expressão, enquanto não houver no mínimo centenas de Escolas Parque criadas pelo grande Anísio Teixeira, espalhadas pelo território brasileiro como conceito oficial. Precisamos recuperar o prestigio da profissão que é mestra das outras todas. Como pode uma nação prosseguir sem cuidar dos que ensinam e são porta-vozes dos saberes da civilização? Não consigo compreender por qual mágica isso se daria. Precisamos dar ao professor a qualidade que ele merece, tratá-lo como peça principal do progresso e não como um caso de polícia. É triste a aprovação de vários alunos que não leem sequer um texto em voz alta com alguma compreensão para ele e para o público. Além de tudo, quase ninguém quer ser professor por vocação. Os poucos que há ouvem a desanimação: “Para de palhaçada, hein? Vai ser professor e vai morrer de fome.” Perdoe, professor, nossa falta de educação. 

Peço perdão, professor, o seu dia 15 passou e há pouco para comemorar, a não ser o avanço nas negociações do fim da greve e a persistência dos que, apesar dos pesares, inventam caminhos, burlam tolas regras, criam atalhos para provocar algum pensamento, alguma reflexão na sala de aula. Louvo a resistência daqueles mestres provocadores do saber, dos inventivos que fazem, muitas vezes, de sua casa o cinema da cidade, e se transformam nos verdadeiros secretários de cultura daquela comunidade. Parabéns a estes visionários sonhadores, mas sigo pedindo perdão por um sistema educacional que faz com que a categoria vire uma legião de mal pagos, mal cuidados, mal capacitados na corrida aflita por certificados e lista de presença em cursos burocráticos. Peço perdão à dedicada e comovente professora baiana, Ivonete, que me disse chorando, que até o ano 2000 os professores de ensino fundamental em Salvador eram semi analfabetos. Enquanto essa cena acontecia, policiais, também em franco desamparo educativo, atacavam violentamente os professores em greve, numa atitude emblemática de como o país trata seus mestres. Parecem menos importantes que o pré-sal, parecem menos importantes que o petróleo, parecem menos importantes que as armas, os bancos e os carros. Pois não haverá bom futuro sem que o professor mantenha a cabeça erguida diante de um país que volte a considerar esta profissão como modelo, e sem que este professor se assuma e assuma a nação como protagonista da história. Precisamos cuidar dele. Por suas mãos passam gerações. Muito mais caro nos sai o descuido por ele. Se ele não entender uma poesia e não souber dizê-la, seus alunos também não entenderão; se ele for inseguro, frio, não criativo, inflexível e opressor, provavelmente das mesmas mazelas e desamparos essas gerações perecerão. O mestre é o espelho da nação. Em uma parceria entre OIT, Fundação José Silveira, em Salvador, FUNDAC e nós da Casa Poema, estamos capacitando gestores e sócio educadores em Unidades de Internação onde ficam crianças e adolescentes que cometeram crimes, a usarem a poesia como ferramenta de autoconhecimento, como reconstrutora da cidadania e preconizadora da paz. Raramente se vê um verso que conclame a guerra, que incite a matança de inocentes. O poeta é um pacifista, um quixotesco pensador que acredita na possibilidade de justiça no mundo. Portanto, essa arte que é interdisciplinar, deve estar na sala de aula, na cidade, na vida cultural do país. Normalmente as Unidades que se dizem sócio educativas dos menores infratores não os educam; há tímidas iniciativas que apontam para o reencaminhamento desse menino à trilha do sonho, mas ainda é pouco. Todos sabemos o quanto essas instituições se assemelham à prisões. Por isso, é importante este trabalho de cuidar de quem cuida deles. Claro que há belas exceções, mas via de regra, o Brasil tem um corredor dos excluídos na Escola Pública e outro corredor de excluidores na escola privada, os pseudos privilegiados, que também não recebem uma educação humana, criativa, uma cultura reflexiva que faça pensar, uma arte-educação que desenvolva os sentidos. Triste pátria! Se escarafuncharmos encontraremos a falta de educação no fundo em todas as feridas brasileiras. A ignorante desconsideração pelo coletivo numa sociedade individualista conectada mais virtualmente do que na vida real acirra a corrupção, gera o desprezo pelo outro, pelo meio ambiente, pelo planeta. Foi a má educação do velho provérbio “farinha pouca, meu pirão primeiro”, que levou o país a esta bancarrota moral deixando a classe política e toda sociedade, em geral, eticamente em maus lençóis. O lixo entupindo os bueiros, os rios poluídos, até capitais sem saneamento básico, hospitais sem leitos, polícia que mata trabalhador, tudo isto encontra na desnutrição educativa o seu motivo. Não acredito em outra revolução que não seja educacional e os protagonistas desta revolução são os professores. Clamo por uma campanha que os priorizem, que compreenda estes profissionais como o maiores produtores de desenvolvimento de uma nação. Dizem que só há uma maneira de se prever o futuro, construindo-o. O que estamos fazendo então? Caminhando para o abismo? Peço perdão a você, mestre, que merece maior importância dentro da palavra progresso. Vivemos num país que não reflete, num país que, em vez de se conhecer, alisa suas raízes, perde seus índios, perpetua a discriminação, desmata e entra em descompasso com uma sociedade que já aprova a união homoafetiva, por exemplo. Torço para que eduquemos os professores que ficaram paralisados e que pensam não ter nada mais a aprender; estes que há mais de 20 anos não memorizam sequer uma canção; escrevo também para fortalecer aos que, mais preparados, se sentem solitários na contramão de uma escola perdida arte e dos tão preciosos recursos humanos. Perdão, professor, porque separamos a arte da cultura, perdão pelo desmatamento, perdão, porque há políticos que roubam, perdão porque muitas famílias perderam o diálogo, perdão por olharmos só para o nosso próprio umbigo, perdão por chamarmos o cabelo crespo de cabelo ruim, perdão porque vocês são mal pagos, perdão porque a polícia não nos protege, perdão pelos presídios-universidades do crime, perdão pela intolerância, pelo racismo institucional, perdão pela guerra e pela cega ambição. Perdoa, é tudo falta de educação.  Elisa Lucinda, outubro, 2013.

Ressalta-se que a autora do pedido de remissão, e grifo nosso, é também atriz, poetisa e cantora, e, pelo discurso em baila, reiterados são os pedidos a real aplicação de uma política séria e compromissada com a educação brasileira, em consonância com a Constituição Federal e garantida pelo Estado. Se há uma preocupação em deixar um mundo melhor para todos, melhor será prepará-lo agora, já, sob pena de se resvalar no caos, especialmente no globalizado. O Planeta agoniza pelo descaso com e para com as ações derivadas a partir da EDUCAÇÃO ofertada ao (do) seu povo!

Reflita...
Ainda, há tempo!

Saber mais:

domingo, 28 de setembro de 2014

Linguagem corporal



Linguagem e decodificação. Sistema justaposto, intrínseco, mas nem sempre de razoável interpretação. O apresentador Abelardo Barbosa, mais conhecido como "Velho Guerreiro", ou simplesmente "Chacrinha", já dizia: "Quem não se comunica, se estrumbica". Já os linguistas defendem as várias formas de comunicação. Para eles, o importante é se fazer entender, ou seja, que a mensagem seja decodificada entre os interlocutores.

E, haja variedades de comunicações! Que os digam as tecnológicas, eletrônicas, virtuais. Umas truncadas, outras nem tanto, mas bem aceitas entre seus agentes. Afinal, o mundo exige rapidez, interação, globalização. Processos imediatistas, contudo, necessários entre indivíduos e as reais necessidades por que atravessa o mundo.

Mas como se comunicar, expressar-se adequadamente de forma a ser bem entendido? Existem muitas formas, dentre as quais as denominadas Linguagem verbal e linguagem não-verbal. Na primeira, usa-se a fala e/ou a escrita como forma de estabelecer comunicação entre as pessoas. Entretanto, na segunda, tem-se os símbolos e as simbologias, logo, formas de expressões não escritas, tampouco faladas, porém, sentidas, insinuadas, demonstradas.

No contexto das não-verbalizadas tem-se as gestuais, especialmente a de sinais, denominadas LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais, utilizando-se sobretudo as mãos para estabelecer a comunicação entre duas ou mais pessoas. Por óbvio, que estas devem conhecer e saber se comunicar por meio das simbologias e/ou representações, expressões dos sinais conforme a cultura de cada povo ou grupo social.

E, não diferente da linguagem do corpo, já que este também se expressa. E como ocorre a comunicação corporal? Bem, esta se dá a partir da intimidade de cada indivíduo com o seu próprio corpo, afinal nessa linguagem não haverá gestos, mas sinais remetendo a possíveis irregularidades e/ou diagnósticos. A inobservância redundará em riscos desnecessários, portanto, indubitavelmente melhor será a prevenção, cuidado e/ou atenção devida aos casos.

Para estudiosos e especialistas, o corpo fala até depois de morto - e, não é ao acaso as investigações e exames específicos, sobretudo nos casos do óbito. As pessoas, pelos relacionamentos e interrelacionamentos, demonstram amor, carinho, ternura, ansiedade, angústia, raiva etc. O corpo dá indícios de doenças ou de algo anormal, exigindo maior percepção do indivíduo. As pessoas se tornam perspicazes a partir do autoconhecimento.

Não é à toa que se lida com ele desde sempre e há uma preocupação generalizada em interpretar a sua própria linguagem ou sintomas. De igual modo, aqueles estudados na escola, a partir dos componentes curriculares, especialmente os das ciências naturais, biológicas, químicas e físicas, e que em muito ajudarão ao melhor conhecimento, compreensão e funcionamento do corpo humano, reações e contextualização existencial.

O homem é a máquina mais perfeita, segundo a vontade do Criador, mas como as demais criadas pelo próprio homem, necessita também de atenção, manutenção, e até  reparos para que possa alcançar maior longevidade, qualidade e bom desempenho. De outra forma, será sucumbida pelo tempo.



Certa vez, uma reportagem, numa dessas páginas da Internet e/ou de redes sociais, estampava artigo scerca de alguns tipos de doenças facilmente detectáveis pelos seus sinais, a exemplo dos da gripe e/ou simples resfriado, problema renal ou de fígado, dentre tantos outros sinais pelos quais o corpo emite, porém, ignorados e/ou banalizados pelas pessoas em muitos deles.

O corpo fala...

e até reclama por melhores cuidados...

Seja observador(a). Preste mais atenção nos sinais do seu corpo, e dos outros também. Assim, melhor será a comunicação entre os pares, os relacionamentos, e, consequentemente, melhor qualidade de vida entre todos. Afinal, a vida é o bem mais precioso.

Então, sucesso...
E, percepção!!!



Saber mais:

A comunicação virou objeto de estudo

Um mundo de imagens para ler

A língua revela a sua saúde e estado mental

Como funciona o sistema braille?

Educação sexual

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A escola que queremos



Ao refletir sobre o tema, necessário se fazer algumas considerações, acerca da trajetória, evolução da escola e da educação do nosso pais em relação aos demais.

Torna-se mais comum, notícias de agressões no ambiente escolar, todavia; remontemos as histórias passadas. Você sabia que no passado, a única pessoa que recebia reverências do rei era o professor? Bem,  de lá para cá,  as coisas mudaram, e como mudaram. E as escolas do passado?  Bem, estas ao contrário das de hoje,  eram muito diferentes. 

Professores ministravam suas aulas como detentores do conhecimento, do saber. Verdadeiras autoridades - únicos - altivos e com poderes sobre tudo e todos em sala. Por outro lado alunos passivos, submissos, obedientes - não se sabe se por medo.  Ai de um que ousasse se insurgir contra o professor. Quando não era repreendido ou castigado, comumente, pela própria escola - época da palmatória e outros meios -  teria que enfrentar os pais quando voltasse para casa.

Bem, mas graças a Deus que isso é passado. Hoje, vive-se em outro contexto, ou seja, na democracia participativa de todos, alunos, pais e professores e/ou mestres, verdadeiros mediadores do conhecimento, (nossa! que bonito.) principalmente na "construção do conhecimento". É gente! o conhecimento é construído ao longo de nossas vidas.

Legal! Mas porquê com toda essa liberdade participativa, em que todos são, e devem se sentir responsáveis, a situação não melhorou? pelo contrário, piorou. E a todo instante se observa  violência na Escola - muitos brigam dentro dela, outros combinam de se agredirem depois da aula, uns até filmam as agressões, estimulando outros a brigarem e, pasmem! até pela Internet. E a escola? a formação, preparação,  intelectualização? Cada vez mais distante. E o que podemos  fazer? Como podemos modificar essa situação?

Afinal, dos idos passados até o presente, a sensação é a de uma  "involução"  do ser,  não acham?  Mas porquê? Certamente serão muitas indagações.

Sabe-se que no passado pais estavam mais presentes na vida dos seus filhos. E hoje não estão? Necessitam trabalhar mais e mais para proporcionar-lhes melhores condições - a toda família. Mas será que o provedor material substituiu o afetivo? Ou será que esqueceram seus filhos?  Será?  E a escola?  Ficou com o fardo, a responsabilidade de tudo e de todos ou transformou-se em depósito de alunos desinteressados? Como! E os professores? No passado, velhos mestres tiranos. É gente! Aqueles dos caroços de milho atrás da porta... ai!!! E hoje? democráticos? Vai saber! Porém, sabe-se que estes hoje, buscam o aperfeiçoamento, ampliam os conhecimentos, horizontes, dinamizam ou otimizam suas possibilidades e alternativas na medida do possível - até porque se não o fizer não terão melhorias no salário -  dentre os quais, com o objetivo de alcançar os alunos, apesar de, ainda, encontrar entraves burocráticos, administrativos, pedagógicos...e estruturais! Guerreiros?  Talvez!

E então, porquê não temos a escola dos nossos sonhos? Será pela conversa excessiva e o desinteresse generalizado, de agentes e/ou pacientes do segmento "educação", dentro ou fora da sala de aula?  É... mas a informação eletrônica, virtual, todos gostam e sabem muito bem como operar a Internet, download, upload, iPod, iPhone, celular e outras ferramentas tecnológicas, Aff!!! quanta tecnicidade, mas... e o pensar???

Manuseio do computador? imaginem! sabem operacionalizá-lo como ninguém, inclusive nos atalhos para facilitar, haja vista os poderes das teclas ctrl: ctrl t; ctrl c ctrl v. Mais... muito mais... que o digam seus operadores contumazes. Pensar? para quê? Ele faz quase tudo! E a proposta de pesquisa sugerida pelo professor? Como, ainda não fez? Porquê atrasam a sua entrega ou as vezes, nem entregam?  Uns preferem comprá-las, afinal,  não vão lê-las mesmos. O mercado paralelo está bem ai para isso!  E a escola dos sonhos? Ah! Essa pode ser adiada. Essa não atrai, tampouco mostra-se atraente aos alunos, está na contramão dos interesses destes, principalmente daqueles mais modernos, apesar de todos os dias lotarem as salas. Será porquê todos os dias comparecem às aulas?  Para conversar?  Ah! como conversam. Falam de tudo,  menos do estudar...

Ainda bem que para toda regra existe, uma ou mais exceção. Há os que servem de inspiração para a escola e para o professor. Os interessados! Cumpridores de suas tarefas, de suas obrigações. São poucos, mas felizmente,  ainda existem -  e fazem uma grande diferença!  E, QUANTA DIFERENÇA!

Solução!?!?

A solução está nas mãos de cada  um dos segmentos da Escola, da Educação, ou sejam, alunos no fiel cumprimento de suas obrigações (compromisso, participação inclusive nas atividades escolares), professores cada vez mais compromissados no bom desempenho e qualidade propostos em seu trabalho, pais acompanhando seus filhos, não só nas atividades escolares, ou presentes às reuniões,  mas, sobretudo, na vida destes, eis que os sentimentos que os unem (ou deveriam uni-los! ) falam mais que qualquer palavra ou bem material. Afinal,  se algo não estiver bem, o reflexo será na vida, desempenho, e consequentemente no rendimento escolar desses jovens. Todos, em prol de uma escola melhor.

A escola é para você!  Você faz a escola e esta faz você! Se você se contenta com uma escola pouco atraente ou sem nenhum atrativo, a mesma e seus profissionais não vão lhe proporcionar o retorno necessário e desejável por também considerá-lo pouco atraente, desinteressado.  Se mostre positivamente e terá condições de exigir.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Educação Básica


A educação é a base de um povo, de uma nação, por mais emergente que possa parecer. Não se pode desprezá-la, tampouco ignorá-la pelos seus índices. Estatísticas da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico apontam os melhores resultados no rancking da avaliação internacional de educação, ao mesmo tempo, e, paradoxalmente, no Brasil, a mídia e imprensa denunciam a falta de vontade governamental, ausência de políticas públicas básicas e até mesmo descasos pontuais. Notadamente por amostragem, já que não se pode generalizar tomando por base as encontradas nos Estados de Alagoas, Maranhão e Pernambuco. E, neste sentido, não se pode desconsiderar a educação como fator determinante de desenvolvimento, e consequentemente, de crescimento deste mesmo país.

A  Lei nº 9.394/96 de 20.11.1996 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, porquanto princípio, dever e fim do Estado enquanto nação, e por meio da Lei nº 12.796/13, dentre outras complementares, amplia e efetiva níveis e modalidades da educação e ensino, bem como suas composições, aportes e garantias asseguradas aos brasileiros. Realidade ainda muito dura, sobretudo em relação a aplicabilidade e eficácia em consonância com os variados contextos sociais encontrados num único país.

Desta forma, sempre que se reporta ao ensino, necessário se fazer uma análise detalhada de como se desenvolve o processo educacional, e seus protagonistas, respeitando-se as fases de desenvolvimento físico, psiquico, mental e intelectual dos alunos, bem como habilidades e competências dos gestores. Afinal, ninguém nasce pronto, assim como a compreensão, aptidão e intelecção dos conhecimentos e capacidades ao longo da vida. O processo de ensino-aprendizagem deve ser seletivo, gradual, reiterado, contextualizado.

Nesta perspectiva tem-se o processo de alfabetização, em que o indivíduo apreende e aprende as primeiras informações necessárias a compreensão, e, consequente, o seu letramento. O conhecimento e reconhecimento das primeiras letras, palavras, frases, textos. O viver e interagir no grupo social, o saber lidar com as diferenças, o aprender a cuidar de si - para depois cuidar do outro! E, se sente realizado por ser ou estar sendo alfabetizado. Neste instante comum é a curiosidade sobre tudo. É o momento ideal para o mestre responder todas as suas dúvidas. Nesta fase é grande o interesse em aprender.

Entretanto, nos anos seguintes, tomando-se por base a alfabetização, acrescenta-se-á ao educando mais informações. São nas séries iniciais do ensino fundamental que se apropriam dos conhecimentos elementares que darão sustentação e condão para os anos posteriores. O estudar por área do conhecimento: Ciências Exatas e Humanas. Como o próprio nome traz consigo é de fundamental importância que não se perca o entusiasmo do educando. É nessa fase ou etapa que o indivíduo carece de especial atenção, e de acompanhamento nos estudos, porém, pouco se discuta a real importância. Sob esse aspecto, mister será observar o alvo, foco de todo objeto da apreciação, e acompanhá-lo, senão, os links à esclarecer:  
28.Biblioteca básica
29.Importância da biblioteca
30.Teste: Participação da família
31.Cursos extracurriculares
32.Formatura: Celebrações na vida escolar
33.Por dentro do IDEB
34.Guia da Prova Brasil
36.Por dentro da Prova Brasil
37. Passagem para o Ensino Médio: Tempo de mudança
38.Tudo sobre o ENEM
39.Mande bem na redação

De igual importância é o acompanhamento dos pais e/ou responsáveis em provas, trabalhos, pesquisas etc sobretudo, nas séries finais do ensino fundamental, base de tudo até mesmo pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, matrizes de referências, em que pese o enfrentamento subsequente, ou seja, a preparação para o Ensino Médio e com foco no vestibular, alvo da maioria discente. Neste sentido, necessário será a contextualização pelo somatário dos componentes/cátedras, a saber:
PortuguêsMatemáticaGeografiaCiênciasEducação FísicaInglêsArtesHistóriaFilosofia e a Sociologia em razão das interrelações dos grupos sociais e importância na formação da sociedade. Aliás, o educando carece também empenhar-se.

Não obstante a continuação do ensino-aprendizagem, torna-se de suma importância que o discente tenha efetiva conscientização da necessidade mínima dos conhecimentos à sua promoção, bem como a do aprendizado proposto e desejável no ensino fundamental e seu desenvolvimento teórico, crítico, intelectual, exigidos nos anos seguintes - Ensino Médio (humanas, exatas, biológicas, códigos e linguagens). Por óbvio, a competência cognitiva e habilidade, ao longo do processo de aprendizagem, locupletarão a formação acadêmica básica, e essencial, rumo ao patamar superior.                                      

Os segredos dos avanços/recuos: ChinaCingapuraFinlândiaCoréia do SulIrlanda, Japão, Brasil.

E, então, a comum indagação, sobretudo do adolescente.
Mas, e depois do Ensino Médio?

Bem, para muitos pais torna-se quase uma obrigação o filho passar no vestibular tão logo acaba o Ensino Médio, entretanto, nem sempre as coisas acontecem nesta sequência. Do mesmo modo, não prestar vestibular ou cursar faculdade não quer dizer o fim de tudo - talvez seja até necessário o momento para amadurecer os objetivos, analisar campos de atuação e saturações no mercado de trabalho etc. para depois fazer a escolha com maior assertividade do curso superior que deseja. Alguns até preferem um Curso Técnico que possam subsidiar a Faculdade já que nem sempre a Universidade Pública nem sempre é alcançada. O importante é não perder o foco.

Mas, calma!
Haverá tempo para tudo - até para contradita. Necessário resiliência, mas também persistência e determinação. Não confunda brincadeira com estudo ou seu contrário. Não vai dar certo!