quarta-feira, 15 de abril de 2015

Um gesto de amor

O mundo caminha por vieses controversos que indubitavelmente redundam numa violência sem precedentes. Para tanto, basta consultar os noticiários impressos ou eletrônicos, já que induzem a inúmeras reflexões, acerca das dificuldades que o mundo atravessa, real impedimento ao alcance da Paz Mundial.

Neste contexto, exige cada vez mais tolerância, solidariedade, amor, sobretudo no seio familiar já que, como célula principal e lócus essencial ao desenvolvimento do indivíduo, reproduz os resultados, positivos ou negativos, em sociedade.

E não seria acaso a simples menção ao Texto Sagrado, pelos cristãos, segundo os Mandamentos bíblicos: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças" e/ou "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Marcos 12:30-31).

Parafraseando as expressões, não existe qualquer outro mandamento maior do que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Difícil é a prática diária, sobretudo num mundo capitalista, onde o individualismo impera. E, Thomas Hobbes apropriando-se do helenismo em tempos modernos, assim justificou: "O homem é lobo do homem".

No contexto ágape, aquele que procura pergui-los torna-se, em regra, diferente ou difrenciado na sociedade, simultaneamente objetos de abuso ou de exploração, E, então, a cada instante, o individuo se fecha em si mesmo, individualizando ou restrigindo os sentimentos de fraternidade, respeito e de amor pelo seu semelhante.

Aliás, em termos de amor universal, tem-se também o trabalho voluntariado de alguns em creches, asilos, albergues, orfanatos etc. Igualmente o de abrigar em seus lares, exemplificando a proteção sem medidas do ser pelo ser. E, então, constata-se adoções de todas as espécies.

E porque não falar de Ricardo e Ana Paulo, jovem casal que não se contentou em adotar apenas uma criança, recém-nascida, pele clara, olhos azuis/verdes, comumente escolhidos, mas, cinco. É, cinco crianças, crescidas, portadoras de necessidades especiais e necessidades várias. Do mesmo modo, Adriana e Eliel que adotaram tambem cinco crianças, porém, todos irmãos, entre tantos outros anônimos. Alguém consegue visualizar, e vislumbrar, incondicionalmente amor maior? Certamente que poucos teriam tamanha generosidade, e consequente abnegação.

Cediço é que amar o filho biológico, e sua bagagem, é de fácil compreensão. Afinal, a estrutura física, biológica, morfológica, faz parte do próprio DNA familiar, onde o sentimento flui, naturalmente. E quando isso não ocorre - e não se discute aqui as deformações de caráter, socialmente relevantes - a própria sociedade aponta, julga, condena, senão a própria vida e/ou a consciência tratará (ão) de tudo.

Destarte, remete também a tantos outros, inclusive de pessoas que albergam ou compartilham de atitudes a partir de experiências resilientes ou em socorro a outros menos favorecidos, e que mesmo a ausência do grau de parentesco não será capaz de impedir, mas tão somente fortalecer vínculo e amor ao próximo sem nada exigir - como os que ajudam moradores de rua. E, neste contexto só quem já passou pela experiência é capaz falar com propriedade.

Assim, simplesmente "Filhos do coração" como são comumente chamados, independente da idade, gênero, raça, características físicas ou necessidades. Assim, exemplo de amor maior não há pelo que o Criador pregou ensinando, e estampado na Bíblia: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)

Aliás, amor ou amar, e ser amado, nunca é demais. E não haverá dia ou hora certa para experimentar tamanhos atos e sentimentos, Aliás, até pode parecer redundância, mas como bem disse o poeta em sua canção: "O que se leva da vida; é a vida que se leva".

Então, permita-se!



Saber mais:


sábado, 21 de março de 2015

Preconceito, discriminação, violência


Jesus não fez (a) acepção de pessoas

Ao questionar a publicação na revista Época (Edição 612/2010) sob o título  "O general e o armário"  um leitor, à época do editorial, manifestou-se a baila das discussões e acerca do assunto em comento, e indagou: "Se a lógica do citado general fosse seguida, com militares não aceitando ordens de gays, logo estudantes poderiam se recusar a aprender com professores gays, pacientes se recusariam  a ser tratados por médicos gays, revistas e jornais não confiariam  em jornalistas gays. Que profissão seria digna de um gay? Ser gay é a tal  ponto definidor da personalidade? Creio que não, e é em tal sentido que a sociedade avança e de continuar avançando".

A resposta veio de Brasília, na figura de outro leitor? Não se pode precisar! mas leiam a contradita: "O discurso do general apenas colocou à mostra o que acontece na prática nos quartéis de todo o Brasil. Isso não quer dizer que exista um clima de ojeriza ao homossexual dentro dos quartéis. Porém, existe a necessidade da separação do lado profissional da vida privada. Ressalta-se, inclusive, a norma contida no art.  nº 37 da Constitucional Federal e o principio da impessoalidade que deve nortear qualquer participação na administração pública. Não se deve fazer disso bandeira para que se diga que o preconceito é disseminado no meio militar, uma vez que tantos militares são gays".

Neste diapasão, o tema torna-se bastante latente, e oportuno. O destaque, contudo, remete-nos a reflexão em razão do processo da formação histórico-social do país, Instando, portanto, a própria miscigenação, a cultura agregada, a liberdade de escolhas - a não justificar qualquer tipo de discriminação, preconceito, apartação velada e/ou contundente segregação conferida na história de outros povos/países, a serviço da intolerância entre grupos ou etnias.   

Em que sentido o leitor contestante (por assim nominá-lo) quis dizer com "a necessidade de separação"? E ao invocar, o Princípio da Impessoalidade na Administração Pública, aplicar-se-ia ao caso em tela? Neste caso, desnecessária a medida, haja vista que tal princípio e tutela, tão somente, atenderia ao interesse da administração pública, e em se tratando de poder, o próprio sistema de governo já privilegia como coisa (res) pública, ou seja, "de todos", logo, não se pode falar sequer em discricionaridade, nexo, causalidade, mas simplesmente, paradoxal no Estado Democrático de Direito. Aliás, sequer a Administração Pública analisar, tampouco decidir, a opção (sexual) de seus servidores, ignorá-lo ou considerá-lo inapto a qualquer cargo ou hierarquização, abarcando tão somente na conduta particularizada, individual.

Recentemente, numa determinada rede social estampava o slogan acerca do preconceito, discriminação, violação de direitos, de grande extensão e valia reflexiva para aqueles que alimentam sentimentos escusos, mas de manifesta repulsa e abominação em sociedade.
Eis sua íntegra:

Você aprendeu na escola sobre respeitar os índios?
Sim?!
Virou índio?
Não?!
 ... Então por que diabos acha que ensinar seu filho a respeitar os homossexuais o faria a tornar um?

O que se observa na sociedade é a hipocrisia declarada e escancarada. Seja nos quartéis, ou em outros segmentos. Todos os dias observa-se a discriminação, preconceitos, verdadeira apartação, pelo simples fato de um indivíduo ter suas orientações, e não importam quais sejam, cerceadas, maculadas, desrespeitadas. Pessoas sendo atacadas nas ruas, assassinadas... crueldades de todas as formas.

Literalmente sem razão preconceitos, discriminações, violências, apologias lideradas por grupos, denominados iniciados por klux klans, skinheads, carecas, punks, white powers, black-blocs, neonazistas e/ou neofascistas, filhinhos de papai ou não, dentro e fora do país, seja pela intolerância a negros, judeus, nordestinos, religiões, prostitutas, gays ou  garotos de programas, classe social ou entre tantos outros, a cada dia e com vergonhosa frequência.
 
O ser humano está acima de quaisquer rótulo. Esquecem do ser, simplesmente por que não gostam, não vão com a cara, se acham melhores ou acima da lei, contudo, desprovidos de qualquer valor moral, ético, religioso ou fraternal. Não respeitam a liberdade de escolha, diversidade, seja esta qual  for.

Diga "Não"!
A qualquer tipo de violência.
O ser humano em primeiro lugar.

Saber mais:


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Trabalhos acadêmicos: Difícil!?

Leitura, intelecção e escrita

Aparentemente difícil, mas prazeirosa, arte da criação iniciada com planejamento, elaboração estrutural. desenvolvimento das ideias, e, por óbvio, conclusão da pesquisa objetivada. Cognição intelectual e/ou gradação seletiva do conhecimento elaborado.


Teste: Você sabe orientar seu filho 
a tirar proveito da internet na hora de estudar?

Ler e escrever!

O ato de ler - e de escrever - talvez tenha sido um dos maiores desafios para o indivíduo. Desde os primeiros anos da escola, identificando o alfabeto, sílabas, frases, sintaxe, morfologicamente lógicas, contextualizadas ao desenvolvimento intelectual e/ou de raciocínio, fazendo do hábito diário uma prática exigida para toda vida.

Grande tem sido as dificuldades com recorrentes frustrações de alguns estudantes, e seus diferentes níveis de instrução e/ou graduação ao realizarem pesquisas e consequentes trabalhos acadêmicos, sem a inevitável interferência, influência e/ou mesmo identificação com as dos autores e fontes por ocasião de uma pesquisa científica.

E, então, as ideias parecem não fluir, contextualizar, locupletar - e não raro, o desespero à necessária elaboração, e própria autoria. O desejo recorrente de copiar algum trecho, ideia, descrição, ponto de vista, já elaborado por outrem, porém, apresentadas como de imediata solução, faz-nos esquecer do próprio potencial de intelecção e de trabalho acerca de determinado tema. Neste momento, o hábito da leitura faz a grande diferença entre o saber e o fazer.

Neste diapasão, insta ressaltar que plágio, cópia de texto original, - total ou parcialmente, é proibido, inclusive passível da responsabilização civil e criminal. Neste sentido, ao fazer qualquer referência intelectual deve-se mencionar os créditos a fonte e/ou autor. Mister, então, observar as previsões legais estampadas pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. 

O importante é saber extrair o próprio entendimento sobre o que se deseja discorrer, discutir, analisar probabilidades e execuções, segundo o planejado, elaborado, pesquisado. Conquanto pareça dificil; não é, suficientemente, impossível.

Assim, siga os passos abaixo, realize sua pesquisa, e, consequentemente, elabore o texto de acordo com sua interpretação, vocabulário, conhecimento acerca do assunto ou tema, realizando assim um excelente trabalho acadêmico.  

Pesquisar não é copiar da Internet! Logo, perceber que copiar não é bom.
Passo 1.

Quem tem pressa, come cru! Logo, entender o que está sendo pedido.
Passo 2.

A organização é a alma do negócio! Logo, organizar o que está sendo procurado.
Passo 3.

Saber não ocupa lugar! Logo, pesquisar em mais de uma fonte.
Passo 4.

Nem tudo que reluz é ouro! Logo, localizar fontes confiáveis.
Passo 5.

Ao infinito e além! Logo, ir além do que já está pronto.
Passo 6.

Feito por mim! Logo, produzir dados próprios.
Passo 7.

Trabalho sem estrutura não para em pé! Logo, estruturar o trabalho.
Passo 8.

Quem cola, só enrola! Logo, ensinar a criar e a copiar.
Passo 9.

O que você aprendeu com isso? Logo, redigir a Conclusão.
Passo 10.

Sobre o ombro de gigantes! Logo, incluir as Referências.
Passo 11.

Mas, era feito com muito esmero... Logo, fazer Sumário e Capa.
Passo 12.

Desta forma, torna-se de fácil compreensão sobre o papel e importância da escola, estudar, saber ler e escrever, sobretudo sabendo interpretar o mundo. Afinal, tudo é uma questão de exercício. Uma, duas, três ... várias vezes, e você será capaz de desenvolver muitos textos e contextos. E o mais importante: Sob sua ótica, compreensão, ponto de vista. Tudo, pormenorizado, sintetizado, particularizado.

E, não esqueça da célebre frase de Jean Cocteau:
"Não sabendo que era impossível ele foi lá e fez".
Parafraseando o autor pela frase: O dificil sai agora. O impossível demora um pouco!

Mãos à obra...
ou melhor, a produção acadêmica.
E, boa sorte!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

No mundo das HQs

Quem não se lembra da infância e das belas histórias infanto-juvenis?
Muitas até permanecem na memória ao longo da vida!
Imaginárias, fantasiosas, contadas e encantadas, recheadas de mistérios, dramas, romances
e aventuras...
Certamente, nunca esquecidas!
 Histórias de príncipes, princesas, heróis, vilões, mocinhos, bandidos e tantos outros...
Denotadas viagens e/ou legados infantis!

E as em quadrinhos?

Você gosta de histórias em quadrinhos?

Então, escolha a sua pela faixa etária AQUI e boa leitura!

O incrível poder das Histórias em quadrinhos



Quadrinhos que viraram Filmes

Fonte de leitura: Já sei ler gibi

Recursos/Aprendizados: Gibi em sala

Estímulos/desafios: Aulas que estão no gibi

Responda!
Quem você seria no mundo das histórias em quadrinhos.



E mais:


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Educação: Estímulos e desafios

Historicamente, o papel do professor sempre foi de grande relevância na sociedade, sobretudo no Velho Continente, e que só era possível pelas famílias mais abastadas, a contratar seus serviços eis que a educação não estava ao real alcance de todos. Era um prestigio de poucos. No Brasil Colonial, as famílias que possuíam essas condições, ofertavam aos seus filhos os ensinamentos e conhecimentos dos mestres, diretamente em suas residências. Prestigio esse que faz-nos relembrar de D. Pedro II, imperador Brasil, pela expressão: "Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro", deferimento e reconhecimento a arte e/ou tarefa de ensinar - Dizem que ele só se curvava para o professor! Posteriormente, os afortunados eram reconduzidos aos colégios e universidades da Europa para receber os títulos advindos do letramento inicial, e outras especialidades etc.

De lá para cá, mudanças ocorreram e a educação deixou de ser um privilégio de alguns e passou a ser direito de todos. A Constituição Federal de 1988 em seu art. 205 assegura: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Destaque e grifo nosso. Podendo-se extrair que a educação é um direito de todos; um dever do Estado, da família e da sociedade ao pleno desenvolvimento do indivíduo, inclusive na conquista do trabalho, e consequentemente na independência, liberdade e cidadania, ou seja, uma educação que prepara e liberta, contrária da que aparta, discrimina e escraviza.

Destarte, tem-se original, e constitucionalmente, que educação é um dever de todos com determinação, participação e responsabilização de todos, inclusive com implantação de regras e limites, senão, dar-se-ia outro nome, porquanto ideal da Nação. É sempre oportuno lembrar que Educação não se traduz só com o professor; tampouco, somente a ele, imbricar responsabilidades, razão pelo qual muitos não queiram abraçar tamanho desafio. Mister será outras considerações, ponderações, e, colaborações.

Hodiernamente, o que se constata é o descompasso entre o razoável e o minimamente possível, oferecido pelo Estado. A sociedade sucumbe nos seus ideais quando não alcança o meio ou adequação ao fim proposto e desejado por todos, gerando grande insatisfação social. E neste descompasso, encontra-se o profissional da educação brasileira, inclusive exaurindo-se físico e emocionalmente pela falta do reconhecimento laboral ou na própria desvalorização diária da profissão como o que se lê in verbis.

          "Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador.

          Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
            Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
             Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria...Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
            Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados,  minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
             Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10m. de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.    Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
           Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
         Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
         Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
            Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
         Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas". Desabafo de uma professora do Colégio Estadual Júlio Mesquita, em resposta à Revista Veja, e a jornalista, Roberta Abreu, Edição 2170/10, "Aula Cronometrada". 

Paradoxalmente, notório e sabido é a importância desses profissionais pelo sucesso no desempenho de suas atividades e/ou especializações, sobretudo na Rede Pública de Ensino, haja visto os parcos recursos, desvios de interesses e ausência de vontade política a excelência, e mesmo não tendo reconhecimento de alguns segmentos da sociedade, dentre os quais parte da mídia e imprensa brasileira, continuam fazendo o grande diferencial pelo país.

Assim, da teoria à prática, dos estímulos e desafios ao desempenho diário e rotina profissional, tem-se, nossos educadores, e, portanto, berdadeiros guerreiros na luta por uma educação de qualidade, afinal, parafraseando o poeta, "Se cuidarmos da educação não carecemos construir cárceres".

Aliás, pelo relato, lamentável, Infelizmente, com o passar dos anos, e pela inércia do Estado, tenha-se que ler e/ou ouvir desabafos como o dessa educadora. Melhor será a observação, e laboratório in loco, a real análise de casos. Apesar dos "muros" a porta está aberta!

Saber mais:

domingo, 2 de novembro de 2014

A quem interessa a pouca educação?

Fonte: Google Imagens
Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar do Programa da Rede TV "É notícia", o fundador da Linhas Aéreas AZUL, David Neeleman de 52 anos, além de discorrer sobre o desempenho da Companhia em nosso país, também discutiu sobre as maiores causas dos desastres aéreos - o que ele atribui principalmente,  as falhas humanas, a despeito do desligamento do transpônder no caso do Legacy com o Boeing Gol,  Serra do Cachimbo/MT (29.09.06) - ao mesmo tempo em que reafirmou a necessidade de se investir na qualificação, treinamentos, formação dos funcionários, principalmente desse setor, a preocupação em dinamizar aeronaves para que,  mais modernas, e com o fito de queimar menos combustíveis  possam, consequentemente, lançar menos poluentes na atmosfera, oportunidade em que também discorreu sobre o tema "Educação no Brasil" ao indagar, questionando: "Porquê, no Brasil, os filhos de pessoas ricas estudam nos melhores colégios particulares de Ensino Médio e depois vão fazer o Curso Superior em Universidades Públicas" (Federais)? Interessante o questionamento! Será porquê?  Respostas...

Provavelmente porque o ensino é melhor,  talvez porque é gratuito; talvez porque ao procurar emprego, sendo formado pela Instituição Pública é mais respeitado e/ou considerado mais inteligente; ou porque somente quem se prepara será capaz de acessá-la em razão da demanda. 

Ao mesmo tempo em que do lado de cá... É gente! do lado de cá da ponta contrária da pirâmide social a coisa está gritando...e estou sendo complacente!  Porquê o Ensino Público nos níveis fundamental e médio não são estimulados a melhorem e a se tornarem competitivos também para aquele desprovido, digamos de recursos, de pagar uma escola particular para o seu filho, e também,  condições de acessar a Universidade Pública? Será que esses pais amam tanto os seus filhos que não querem professores cada vez mais qualificados e que explorem a capacidade intelectual dos seus filhos para estes também, se tornarem pessoas de sucesso na vida? ou será que o sistema estimula cada vez mais escolas, professores, pais, alunos a se sucumbirem na mediocridade,  porque para eles - os ricos! - torna-se mais fácil a ultrapassagem, e consequentemente a vitória? Ah! como do lado de cá as presas são fáceis, não querem estudar! Praticamente, inexiste "esforço mental"  ou físico. Não se busca o real culpado...

A história tem-se revelado. Só aquele que pouco estuda, mal ouve, pouco vê,  nada questiona, pouco fiscaliza as estruturas governamentais, nada faz,  provavelmente nada fez ou nada poderá fazer para mudar as velhas estruturas do Estado que, com a ajuda daqueles que querem se perpetuar no poder, e na vida boa,  não permitem que alguém sonhe ou realize os seus sonhos.  É! coisas do egoismo humano...

Do contrário, sonhar sem realizar, fica tão somente no campo do inconsciente e este,  não altera a vida prática e conscientemente almejada e/ou que deveria ser desejada por todos. Eis a importância de se estudar, conhecer para transformar a realidade que se deseja e/ou se deveria querer transformar.

E então, é só analisar: Se não tenho condições de pagar uma escola particular; mas quero ter um futuro diferente, promissor;  preciso estudar para ter condições de concorrer com aquele que já nasceu em berço de ouro - rico. O que devo fazer? Estudar! Não tem outro jeito, ou ..., Bem,  galera!  Este é o melhor caminho.

É! basta você decidir o que você quer, com a  liberdade de escolha que lhe está sendo concedida, mas a responsabilidade será toda sua.

As estruturas  permanecem:  O rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre!
É só observar... pela pirâmide acima.
Pense nisso e,  Decida o que você quer para a sua vida!!!


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Educação: Carta aberta...

Perdão, professor! 

Tive uma professora, Dona Dealdina que, muito linda, me ensinou os primeiros numerais com canções delicadas, historinhas e desenhos. O 2 por exemplo, era um patinho. Eu guardo dela uma espécie de amor materno, com ternura de quem acolhe, foi a mãe de minhas primeiras letras e ninguém tirará do meu peito esse rico aprendizado pela via do afeto. E olha que eu vinha de uma casa com pai, mãe, irmãos e o carinho deles. Pois se neste coração que não era carente tal inscrição se fez, imagine o que não faz ou o que não faria no coração de uma criança que vive conflitos cruéis e abandonos dentro da família? Dona Dealdina era apaixonada pela profissão, tem até hoje um português impecável e uma letra que de tão linda dá vontade de a gente beijar. Letra de professora. É de uma época em que era prestigioso ser professor. Dizia-se: “O rapaz é muito bom, a mãe é professora...” Ela sabia que pais e mestres se revezam nestes papeis. Tudo que ensina Mestre. Dona Dealdina com muita responsabilidade amava sua profissão e fazia de sua sala de aula um ninho de atenção, carinho, delicadeza, criatividade e, creiam-me, aprendizagem. A ela e a esse tipo de professor, peço perdão. Também peço àqueles que não puderam estudar direito, que têm que se esgoelar trabalhando em várias escolas para reunir os pingados oriundos da extensa carga horária e assim aumentar sua renda mensal. Este professor que muitas vezes nem a própria língua fala direito, o professor semi analfabeto a quem não é oferecido formação consequente que considere o futuro de uma nação, sofre e faz sofrer. Peço perdão pelo descaso que essa nação oferece a esse profissional na mão do qual tudo vem explodir. Ele toca o aluno e percebe que está com febre; o que fazer? Deixa pra lá? Liga para a mãe, chama o médico, medica? Ou então detecta-se na criança uma possível marca de violência e até de assédio sexual. Está esse professor preparado? Dele, na mão do qual tudo estoura, quem cuida? Quem o capacita num sistema conteudista que gratifica o professor que atinge metas e rendimentos que não comprovam o real aprendizado do aluno para a sociedade e muito menos forma um cidadão atento ao coletivo, sabedor de que sua felicidade solitária em detrimento da exploração e da desgraça do outro não pode ser chamada de felicidade? Peço perdão por um sistema educacional que ainda não entendeu que não haverá uma revolução definidora para os caminhos brasileiros se não pela educação. Não existe outra. O país ainda não entendeu que quem gasta mais dinheiro com escolas e inclusão gastará menos construindo menos prisões. Mas eu não vejo um projeto educacional que envolva com clareza a dimensão da palavra “educar”. No recente Seminário de Cultura e Educação, em Brasília, vê-se que estamos tentando construir isto, mas não é fácil porque a mudança exige radicalidade. Todos os programas de educação resultarão frágeis enquanto forem executados por um professor despreparado, não desenvolvido na sua auto confiança, na sua expressão, enquanto não houver no mínimo centenas de Escolas Parque criadas pelo grande Anísio Teixeira, espalhadas pelo território brasileiro como conceito oficial. Precisamos recuperar o prestigio da profissão que é mestra das outras todas. Como pode uma nação prosseguir sem cuidar dos que ensinam e são porta-vozes dos saberes da civilização? Não consigo compreender por qual mágica isso se daria. Precisamos dar ao professor a qualidade que ele merece, tratá-lo como peça principal do progresso e não como um caso de polícia. É triste a aprovação de vários alunos que não leem sequer um texto em voz alta com alguma compreensão para ele e para o público. Além de tudo, quase ninguém quer ser professor por vocação. Os poucos que há ouvem a desanimação: “Para de palhaçada, hein? Vai ser professor e vai morrer de fome.” Perdoe, professor, nossa falta de educação. 

Peço perdão, professor, o seu dia 15 passou e há pouco para comemorar, a não ser o avanço nas negociações do fim da greve e a persistência dos que, apesar dos pesares, inventam caminhos, burlam tolas regras, criam atalhos para provocar algum pensamento, alguma reflexão na sala de aula. Louvo a resistência daqueles mestres provocadores do saber, dos inventivos que fazem, muitas vezes, de sua casa o cinema da cidade, e se transformam nos verdadeiros secretários de cultura daquela comunidade. Parabéns a estes visionários sonhadores, mas sigo pedindo perdão por um sistema educacional que faz com que a categoria vire uma legião de mal pagos, mal cuidados, mal capacitados na corrida aflita por certificados e lista de presença em cursos burocráticos. Peço perdão à dedicada e comovente professora baiana, Ivonete, que me disse chorando, que até o ano 2000 os professores de ensino fundamental em Salvador eram semi analfabetos. Enquanto essa cena acontecia, policiais, também em franco desamparo educativo, atacavam violentamente os professores em greve, numa atitude emblemática de como o país trata seus mestres. Parecem menos importantes que o pré-sal, parecem menos importantes que o petróleo, parecem menos importantes que as armas, os bancos e os carros. Pois não haverá bom futuro sem que o professor mantenha a cabeça erguida diante de um país que volte a considerar esta profissão como modelo, e sem que este professor se assuma e assuma a nação como protagonista da história. Precisamos cuidar dele. Por suas mãos passam gerações. Muito mais caro nos sai o descuido por ele. Se ele não entender uma poesia e não souber dizê-la, seus alunos também não entenderão; se ele for inseguro, frio, não criativo, inflexível e opressor, provavelmente das mesmas mazelas e desamparos essas gerações perecerão. O mestre é o espelho da nação. Em uma parceria entre OIT, Fundação José Silveira, em Salvador, FUNDAC e nós da Casa Poema, estamos capacitando gestores e sócio educadores em Unidades de Internação onde ficam crianças e adolescentes que cometeram crimes, a usarem a poesia como ferramenta de autoconhecimento, como reconstrutora da cidadania e preconizadora da paz. Raramente se vê um verso que conclame a guerra, que incite a matança de inocentes. O poeta é um pacifista, um quixotesco pensador que acredita na possibilidade de justiça no mundo. Portanto, essa arte que é interdisciplinar, deve estar na sala de aula, na cidade, na vida cultural do país. Normalmente as Unidades que se dizem sócio educativas dos menores infratores não os educam; há tímidas iniciativas que apontam para o reencaminhamento desse menino à trilha do sonho, mas ainda é pouco. Todos sabemos o quanto essas instituições se assemelham à prisões. Por isso, é importante este trabalho de cuidar de quem cuida deles. Claro que há belas exceções, mas via de regra, o Brasil tem um corredor dos excluídos na Escola Pública e outro corredor de excluidores na escola privada, os pseudos privilegiados, que também não recebem uma educação humana, criativa, uma cultura reflexiva que faça pensar, uma arte-educação que desenvolva os sentidos. Triste pátria! Se escarafuncharmos encontraremos a falta de educação no fundo em todas as feridas brasileiras. A ignorante desconsideração pelo coletivo numa sociedade individualista conectada mais virtualmente do que na vida real acirra a corrupção, gera o desprezo pelo outro, pelo meio ambiente, pelo planeta. Foi a má educação do velho provérbio “farinha pouca, meu pirão primeiro”, que levou o país a esta bancarrota moral deixando a classe política e toda sociedade, em geral, eticamente em maus lençóis. O lixo entupindo os bueiros, os rios poluídos, até capitais sem saneamento básico, hospitais sem leitos, polícia que mata trabalhador, tudo isto encontra na desnutrição educativa o seu motivo. Não acredito em outra revolução que não seja educacional e os protagonistas desta revolução são os professores. Clamo por uma campanha que os priorizem, que compreenda estes profissionais como o maiores produtores de desenvolvimento de uma nação. Dizem que só há uma maneira de se prever o futuro, construindo-o. O que estamos fazendo então? Caminhando para o abismo? Peço perdão a você, mestre, que merece maior importância dentro da palavra progresso. Vivemos num país que não reflete, num país que, em vez de se conhecer, alisa suas raízes, perde seus índios, perpetua a discriminação, desmata e entra em descompasso com uma sociedade que já aprova a união homoafetiva, por exemplo. Torço para que eduquemos os professores que ficaram paralisados e que pensam não ter nada mais a aprender; estes que há mais de 20 anos não memorizam sequer uma canção; escrevo também para fortalecer aos que, mais preparados, se sentem solitários na contramão de uma escola perdida arte e dos tão preciosos recursos humanos. Perdão, professor, porque separamos a arte da cultura, perdão pelo desmatamento, perdão, porque há políticos que roubam, perdão porque muitas famílias perderam o diálogo, perdão por olharmos só para o nosso próprio umbigo, perdão por chamarmos o cabelo crespo de cabelo ruim, perdão porque vocês são mal pagos, perdão porque a polícia não nos protege, perdão pelos presídios-universidades do crime, perdão pela intolerância, pelo racismo institucional, perdão pela guerra e pela cega ambição. Perdoa, é tudo falta de educação.  Elisa Lucinda, outubro, 2013.

Ressalta-se que a autora do pedido de remissão, e grifo nosso, é também atriz, poetisa e cantora, e, pelo discurso em baila, reiterados são os pedidos a real aplicação de uma política séria e compromissada com a educação brasileira, em consonância com a Constituição Federal e garantida pelo Estado. Se há uma preocupação em deixar um mundo melhor para todos, melhor será prepará-lo agora, já, sob pena de se resvalar no caos, especialmente no globalizado. O Planeta agoniza pelo descaso com e para com as ações derivadas a partir da EDUCAÇÃO ofertada ao (do) seu povo!

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Ainda, há tempo!

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