sexta-feira, 17 de abril de 2020

No olho do furacão


Ícone dos desenhos animados de terra covarde - Baixar PNG/SVG ...
Fonte: Google
Historicamente, o planeta Terra sofreu diversas transformações. Aliás, desde os tempos mais remotos aos dias atuais, tem-se vários registros. 

Os textos sagrados e a visão criacionista, bem como a ciência e a teoria mais recorrente a partir de uma "grande explosão" (Big Bang), remontam seu surgimento. Em ambos, adequações à continuidade, sobrevivência, evolução.

Partindo das referências em comento, as transformações iniciais foram geo-físicas, estruturais e humanas, seguidas de outras, a exemplo as filosóficas, ideológicas, sociais. E em meio a tudo isso, a figura do homem: protagonista, agente, paciente.

Contextualmente, as mudanças são, em regra, provocadas pelo homem. Contudo, algumas, inevitavelmente, independem da sua ação e, aqui, abre-se parênteses em respeito aos mais variados entendimentos balizados em credos crenças, religiões, etc, acerca do surgimento da Terra. 

Considerando os fenômenos ocorridos, a partir do surgimento da escrita, têm-se a expansão marítima e territorial, revolução intelectual e das máquinas, guerras mundiais, conquistas comerciais e industriais, avanços tecnológicos etc. Grandes foram as variáveis. Oportunizando o conhecimento, pesquisas e descobertas científicas contribuíram - e, contribuem - à longevidade humana na terra.

O conhecimento é infinito, testado e desafiador. Novas necessidades vão surgindo, ciclos se fecham; outros, se iniciam, numa dialética ou dinâmica de pouca compreensão. E, nesse contexto, surgem doenças, pragas, epidemias, pandemias, causas e consequências indeléveis, mas, que exigem esforços em geral de modo a garantir a continuidade da espécie na terra.

E, em se tratando dos fenômenos "naturais" tem-se, pela ausência da previsibilidade, grandes catástrofes, alheias à vontade humana em detrimento de todos. Afinal, quando estas ocorrem devastam regiões, dizimam grandes populações e levam tempo à recomposição. A história registrou vários eventos. De pestes, maremotos, terremotos, furacões, ciclones e, mais recentemente, as denominadas "guerras" virais.

Hodiernamente, o planeta Terra busca recomposição. A pandemia surgida, a partir de um vírus (Covid-19) - conhecido como "Coronavírus" desconstruiu paradigmas. alinhou e igualou a sociedade em geral, independente da condição social, gênero ou raça, bem como impediu, reduziu, limitou, sobretudo, as relações interpessoais de modo à reflexão de todos. Os ataques e efeitos do vírus desafiam a comunidade científica, o desaforamento ensino-aprendizagem em torno da cura, e o isolamento, confinamento, distanciamento, reclusão social.

E muitos, indagam: Qual a história ou histórico desse vírus? 

Há informações, especulações, explicações diversas. Atribui-se origem, deflagração, propagação, à China. Provavelmente pelo histórico de outros anteriores a esse como o da Peste Negra ou bubônica, Gripe aviária, Peste suína, Sars-Cov-2 etc. muitos em função do clima (baixas temperaturas) cultura e população bastante idosa, sobretudo no Velho Continente (Ásia e Europa).

Do mesmo modo, a disseminação para outros continentes e a forma mais comum de contágio: as relações comerciais, industriais, interpessoais, especialmente em razão do turismo. As medidas preventivas, controle ou de combate se mostram diferentes, inclusive, em razão da apresentação do vírus em cada país. O que não difere é o alvo da letalidade, alcançando em especial à população idosa, histórico de doenças crônicas ou comorbidades, preexistentes, imunodeficiências etc. Não descartando os assintomáticos, condutores de risco para os demais.

E os reflexos estão por todos os lados, países, continentes. Se, por ocasião no pós guerra, a quebra da Bolsa de Nova York, EUA, A grande Depressão, repercutiu e arrastou outros países, hoje, elas continuam em declínio. A própria cidade e o mundo amargam uma crise de igual ou maior proporção.

No Brasil, a exemplo de outros, a situação não difere e a frase mais proferida pela população "Fique em casa". E, certamente com a economia solapada. O mais temente, afirma: "O Criador resolveu botar todos na cadeirinha do pensamento". E, pelo mundo a fora, o preço do ouro negro (petróleo) despencou. Há relatos de países operando no negativo, ou seja, não conseguem escoar seus barris.

O mundo e a ação do vírus. E, como num efeito cascata, tudo parou - ou, grande parte. A indústria, o comércio, a escola, dentre outras atividades. As pessoas se recolheram em suas casas, Isso fez lembrar o poeta visionário, cantor e compositor Raul Seixas em uma de suas letras, e refrão: "(...) o dia em que a terra parou (...)", e, muitos, sem direito a despedida. E nunca um abraço, beijo, fez tanta falta.

E, não raras as constatações pelas ruas quase desertas, cidades e países sem os amontoados das pessoas, comuns aos grandes centros urbanos. As mídias, em especial as eletrônicas, e as informações instantâneas parecem não ter fim. Informações e recomendações de autoridades sanitárias e infectologistas soam de modo a assegurar os cuidados ou reduzir os impactos provocados pela doença.

Vale destacar a especial percepção daquele senhorzinho de 99 anos, ex combatente da II Guerra Mundial, ao receber alta do hospital (HFA-DF), após resistir ao Covid-19, em meio aos aplausos, e desabafo: "Na guerra você mata e morre. Nessa, você luta para não morrer".

E, se, as guerras com suas iniciais espadas, seguidas por canhões, fuzis e bombas atômicas aos mísseis balísticos de longo alcance causaram terror e dor ao homem; as biológicas, químicas, virais, invisíveis ao olho nu,e letais, provocam também grande desespero. Neste cenário, o combate é desigual, eis que ataca o frágil, o vulnerável, o debilitado, e, inevitáveis prejuízos econômicos e sociais aos países.

E, crível é a arma ao seu combate: a própria higiene pessoal, uso de máscara, álcool em gel e lavagem das mãos com água e sabão. A vacina, ainda, não existe. Paradoxalmente, parece pouco diante do destino incerto; porém, existe esperança de dias melhores, sobretudo da cura, todavia, com muito medo, pavor.

E, então, em breve entoaremos outra canção, refrão, com fé, esperança, entusiasmo.. Retomando gradativamente a rotina, a normalidade.

Sol de Primavera

"Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
juntos outra vez

Já sonhamos muito
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer sol de primavera
Abre as janelas do teu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
.................... " 
Compositores: Ronaldo Bastos Ribeiro/Alberto de Castro Guedes. Canção: Flávio Venturini

Essa é a história.
O convite à reflexão,
À reinvenção.
Não seremos mais os mesmos.
Então, resista.
Vai passar, creia!

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Fonte: Google

Um vírus invisível causando estrago e ainda tem gente que se acha grande coisa
Deus está curando nossa Terra. Os resultados serão poderosos
Judeus, Cristãos e Muçulmanos se unem em oração pela primeira vez em Jerusalém
Não podemos nos tocar, mas podemos dobrar os joelhos e orar
Quando a gente ora com fé e confiança, Deus faz as coisas darem certo!
Tenha fé nos milagres de Deus! Ele é justo e perfeito no que faz.
Não tenha medo: a tempestade é só u, aviso de que algo extraordinário Deus está fazendo
Receba este dia com gratidão, porque Deus está olhando por você
Obesidade é o principal fator de risco para pacientes com menos de 60 anos
Este momento está nos mostrando que a família é o maior tesouro que temos na vida
Nos piores momentos da vidsa, é a tua fé que vai te manter firme
Nenhuma folha cai sem a permissão de Deus. Acalme o coração porque na hora certa tudo fará sentido.
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domingo, 12 de abril de 2020

A Páscoa

É preciosa e vivificante a Cruz de Cristo | Sacrifício Vivo e Santo
Elo e compromisso entre Criador e criatura
Simbologia: O trigo, o pão e o vinho...


Páscoa significa renascimento, ressurreição, reencontro, doação. Entretanto, o que se observa na sociedade contemporânea consumista é a história cristã sendo relembrada culturalmente entre os povos, sobretudo os ocidentais, sob a ótica mercantil capitalista. A comemoração é representada por um mamífero (coelho) e com farta distribuição de doces variados, especialmente dos chocolates.


Na verdade, a grande maioria celebra a data com muitos doces e chocolates, contudo, não analisa o momento pelos ícones, representações ou religiosidades, sequer discutem a relação do animal, já que trata-se de um mamifero, diferenciando-o dos ovíparos, e, portanto, passível de questionamentos, conquanto, evidenciada a relação capital-consumo e pouco estreitamento com a data cristã. O fato é que o animal simboliza a fertilidade, logo, representa a fartura.



Assim, a Páscoa significa muito mais. O próprio renascimento ou ressurreição de Cristo para os cristãos, e destes para com Ele. A hégira de Maomé e seus seguidores, êxodo entre os povos do Egito ao (re) encontro de Israel significando passagem, mudança, fim de uma situação de sofrimento para outra em melhores condições de sobrevivência - já que enfrentavam uma região desértica. Para estes povos (hebreus), o verdadeiros encontro com o Criador e suas promessas. Uma terra prometida onde todos se abastariam  em abundância.
Deste modo, muito mais que a troca de entre parentes e amigos, a Páscoa requer de todos mais reflexão, tolerância, solidariedade. Renascimento todos os dias, vida nova, recomeço, especialmente em família, e em sociedade. Afinal, o amor universal deve prevalecer, elo e compromisso entre seres e natureza. Aliança entre Criador e  criatura, e, portanto, data especial celebrada entre todos os cristãos.

Desta forma, não importa em que lingua possa ser expressada, tampouco, as milenares culturas, se:

Happy Easter! 
Felices Pascuas!
Joyeuses Pâques!
Wesolych Swiat!
Buona Pascua!
Glad Pásk!
Schöne Ostern!
Feliz Páscoa!




domingo, 8 de março de 2020

Dia Internacional da Mulher


Mais do que romântica
Um encanto de ser
Linda em qualquer lugar e
Hora, mas também delicada
Em todos os momentos
Resiliente, sensível, nobre
Especial, graciosa, gentil
Só você, mulher, tem esse perfil.


  
                                                  Mulher, em ti a esperança,
                                                  Unica, plena, sagaz,
                                                  Liberdade, força, sabedoria,
                                                  Honradez, coragem, determinação,
                                                  Especial amor, aconchego, proteção,
                                                  Regendo sonhos, desejando tão somente ser Feliz!

Parabéns a você, 

Mulher criança, adolescente, adulta, filha, mãe, irmã, tia, namorada, esposa, cunhada, avó, neta, sogra, nora, trabalhadora, empreendedora, amiga, guerreira ... enfim, nas lutas e conquistas diária em prol de uma sociedade mais justa, igual e de paz.

A mulher, todo respeito, admiração e carinho não somente neste dia tão especial, mas em todos os demais da sua existência. Afinal, dia, mês e ano são poucos para enaltecer o seu valor. E bem disse o poeta em forma de canção/refrão:

"Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés..."

(Refrão música Mulher/Sexo Frágil do compositor e cantor Erasmo Carlos)

Mulher, não importa sua origem, idade ou posição social. Nem todos os gestos, palavras, adjetivos, tampouco todas as flores do mundo seriam suficientes para homenageá-la!                                                                  
                                 

A esperança é um ato de resistência
Direitos das mulheres sob ameaça, diz ONU
Trung, Triêu e a fibra das mulheres
O amor feminino é um verdadeiro tesouro
Mulheres superpoderosas
Mulheres guerreira imbatíveis
Metade do exército viking era composto por mulheres, dizem historiadores
Conquistas históricas das mulheres no Brasil
Conquistas históricas das mulheres no Brasil e no Mundo
Relações de gênero no Brasil quinhentista
Como sobreviver a um infarto

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sincericídio!?

O mal da sinceridade em excesso - Içara News
Fonte: Google
   
Somos ensinados ou mesmos educados, ao longo da vida, que devemos ser sinceros, falar sempre a verdade, não cometer os denominados "pecados", e aqui nenhuma ilação quanto aos méritos, especificidades ou justificações reais e/ou causais. Todavia, as consequências são inevitáveis quando, muito provavelmente, em razão da lavra discutida ou própria titulação e autor,  seja pelos riscos de nortear-se por atitudes sinceras, potencial e verdadeiramente como um  "homicida" - ou seria "suicida"?

Vale lembrar que a palavra-título é um neologismo, ou seja, a junção de duas  palavras (sinceridade + homicídio = sincericidio) na construção de uma terceira.  O homicídio pelo excesso de sinceridade. Resultado esse de muitos indivíduos serem preteridos ou postergados de algo ou de alguém em relação ao grupo ao  qual pertença ou não.

E, sob esta ótica, não se pode desprezar as questões idiossincráticas e culturais, cujos valores trafegam entre escolhas ou inversões de valores, verdades ou mentiras como satisfação de ideologias, logicamente numa seara onde se distanciam das dominantes.

Assim,  tem-se em regra, crianças sendo observadas como criaturas simples, puras, ingênuas, e que falam sempre a verdade, logo, sendo as mais sinceras em seus posicionamentos acerca de algo ou mesmo quando questionadas. Comum é a expressão: "Criança não mente", ou seja, a criança é a própria representação da pureza e inocência.

E, então, a pergunta: Estaria ela, cometendo um ato homicida ou suicida? Certamente, não! O que não as tornam razoáveis e tão "puras" quando adultas, eis que algumas mudam de atitude pela ação ou omissão para serem, supostamente, aceitas pelo grupo social em detrimento das condições apresentadas por ambos.

O grande norte-americano Martin Luther King afirmava: "Para se criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa". Estaria o líder ativista político estadunidense ratificando, pela sua frase, o que se constata na dialética social? Estaria o homem omitindo a verdade, estrategicamente?  Bem, certamente induz-nos a reflexão!

Desta forma, é muito provável que o profissional,  e pelo qual tornou-se até caricato, seja chamado de "chato" por defender o seu ponto de vista pautado pela sinceridade. Aliás, objeto inclusive de um quadro humorístico da televisão, "o super-sincero", mas que ganhou conotação piegas, senão,  uma crítica bem humorada ao comportamento em sua generalidade.

Em recente entrevista, o então publicitário argentino Pablo Nobel,  e escritor de livro-título, reafirmou: “Eu pratico sincericídio isso quase que diariamente. Quando você fala a verdade, está respeitando o outro”. Nascido em Buenos Aires, Pablo está no Brasil há 33 anos. Constante alvo de piadas, ele disse que sofre muito preconceito por aqui e está pensando em lançar o movimento “adote um argentino” ou “leve um argentino para casa”.

Outro exemplo ilustrativo é o caso da blogueira cubana Yoani Sánchez e a singular recepção dispensada a esta quando em recente visita ao Brasil, mais especificadamente iniciada na Bahia, Pernambuco e São Paulo, cerceada pelas severas críticas desta ao governo e regime cubano - leia-se, o de Fidel Castro e seu irmão-sucessor Raúl Castro.

Cediço é, pois, maior análise e reflexão sobre a história de Cuba - único país latino-americano que defende o Socialismo como forma de governo, mas que se mostra sobretudo vitimizado pelo bloqueio econômico norte-americano a justificar suas mazelas.

Nota-se que mesmo o Brasil, cuja Social Democracia, e princípios,  baliza o sistema e seus métodos, sequer, teria concedido aquela blogueira o amplo direito da liberdade de expressão, ou mesmo a livre manifestação da opinião e pensamento, garantidos pela Constituição Federal. Obviamente, pela intolerância de alguns grupos contrários e/ou reacionários ao seu posicionamento e/ou visão ideológica.

Nesta perspectiva, tem-se também as várias inferências culturais e, portanto, outras visões acerca das formas, regras, costumes tradições de um povo. E, ao confrontá-las, tem-se o outro como obsoleto, antiquado, retrógrado, chato. E isso tornou-se latente, sobretudo de um continente em relação a outro.

E muitos ariscariam pelo histórico, e diriam: "Herança colonial". Será? Isso faz-nos repensar acerca da assertiva. Quando se fala a verdade, prioriza-se sobretudo o autorrespeito. Cria-se ou recria-se na sociedade aquilo que se idealiza ou deseja.

Neste diapasão, tem-se as piadas, críticas, discordâncias de uns sobre outros - do português aos argentinos, ou do brasileiro em outros territórios  e acolhida de uns em relação a outros. E muitos diriam: "Malditos latinos!"

O certo é, pois, buscar-se o equilíbrio, respeito, disputa saudável as diversidades, inclusive nas de opiniões e atitudes diante da vida, sob pena de se resvalar em clima de animosidade, real beligerância, intolerância e/ou violência desnecessária diante do semelhante.

Afinal, o importante é ser verdadeiro e sincero naquilo que se acredita, não importando em quais circunstâncias, manifestamente resguardando o bom-senso de causa e efeito, mas sempre em defesa da contribuição, participação e construção do diálogo na busca das soluções, evolução e crescimento de todos.

E, então, qual o seu parecer sobre o assunto?

Opine!!! 

Em nome da fé

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O título até parece nome de filme épico ou pelo menos na remontagem de passagens da história como fios condutores induzindo à reflexão: Qual sejam, os conflitos entre católicos e protestantes,  ou a cisão entre os povos romanos, ortodoxos, anglicanos, sunitas, xiitas, semitas entre outros. Nossa!!! O que salva o homem, sua fé ou a sua obra?  É possível associá-las ou dissociá-las? Analisemos o discurso, ou a história?

Certo dia, uma professora de História ao ser questionada quanto a sua religião, respondeu: Como professora de História eu não tenho religião! Como pessoa, sou Cristã! porém, não discuto filosofias religiosas, principalmente se estas,  não forem objeto da aula e continuou...

A História é pautada na ciência, portanto, no método científico, e não no religioso. Penso que,  quando o Criador, mencionou Adão e Eva - a bíblia como fonte - o fez meramente numa simbologia para retratar o homem e a mulher eis que era comum falar aos povos e/ou discípulos por meio de parábolas, sugerindo diversas interpretações.

E, segundo essas interpretações, particulares e/ou singulares, guiam multidões aos mais variados ou transloucados atos. Tudo em nome da fé. Isso faz lembrar daquele episódio, naquela academia do conhecimento, em que alunos, segundo seus próprios entendimentos interpretativos, espalhassem que a professora de História não acreditava em Deus.

Ora, como chegaram a essa conclusão? A de que a professora não acredita em Deus? Quais parâmetros foram utilizados para chegarem a essa conclusão? A religião ou a falta dela? A religião,  por si só,  já denota crença ou não num Ser Especial, Divino e/ou Superior? A professora disse: "Sou cristã".  Não foi o bastante? Qual o conceito e/ou significado da palavra "Religião"?  Ou de "cristã"?  Cada um  tem sua própria interpretação e, consequentemente conceito?

Não obstante toda a confusão descerrada no ambiente, há uma assertiva no texto Sagrado (Tiago 2:14-26) que remete-nos à reflexão: "A fé sem obras; é morta" ou mesmo fragmentos da música, cujo cantor/poeta assevera: "Não adianta ir a igreja, rezar e fazer tudo errado [...] Você que as coisas de frente, olhando de lado [...]

Reflexões à parte, todos tem o direito de se expressar; porém, "achismo", (do verbo achar)  nunca foi aceito pela comunidade acadêmica, tampouco pela científica. Mesmo que aquela profissional não professasse fé alguma - crença religiosa ou convicção filosófica - não daria o direito de ninguém julgá-la. A Constituição Federal, em seu art. 5º inciso VI - e seguintes! - trata Dos Direitos e Garantias Fundamentais,  e garante não só a ela, mas a todos os brasileiros, tal possibilidade.

Ademais, Pai, Filho e Espirito Santo estão intrínsecos, segundo o próprio Evangelho  e, religião a exemplo do futebol ou politica (referindo-se ao comportamento pouco recomendável de alguns políticos), filosóficas, ideológicas, não devem vir a baila de discussões por serem temas bastante polêmicos, calorosos, controversos, e como tais, passíveis de desentendimentos, principalmente para serem tratados no curto tempo da aula.

O que se deve evitar é o "fanatismo" ou qualquer apologia a determinado segmento religioso, filosófico, social e/ou comportamental, eis que em qualquer situação, torna-se bastante perigoso. Fanatismo exacerbado conduz pessoas a atos de insensatez,  devaneios, loucuras. O ataque as Torres Gêmeas (EUA) é um exemplo, homens-bombas, kamikazes, suicidas ou outros do gênero são frutos disso, cujo fito é tentar "moralizar comportamentos" voltados para determinados segmentos, dogmas ou religião,  por acreditar   serem os verdadeiros escolhidos e, portanto,  representantes do Criador na Terra e - pasmem! - com o direito de  matar ou morrer em nome da fé.

Por fim, a exposição da professora se originou em razão do tema, ou seja, o papel da Igreja Católica no contexto das relações sociais, e não só espirituais, ao longo da história, objeto de posterior cisão ideológica e surgimento de outras denominações, haja visto o Protestantismo de Martinho Lutero, Calvino (e o Calvinismo), e de tantos outros a partir desses até nos dias atuais.

E, sob este aspecto, necessário se faz, conhecê-la (s) para melhor escolhê-la (s) sem apegos, fanatismos e/ou dogmas. Para tanto, a escolha deve ser individual, consciente e com a liberdade necessária, garantida pelo Estado, querendo ou não alguns.

Respeito e cautela, será a melhor opção, em qualquer situação.
Crítica ou comentário sem fundamento é,  no mínimo,  leviano.
Se não conhece, ouça e silencie.

E, então, prepare-se!




sábado, 18 de agosto de 2018

Colar é ...

Fui pego colando no concurso público, e agora o que acontece?
O termo aqui empregado tem, obviamente por analogia, significação ao empregado pelos dicionaristas no sentido da união, junção de partes, interesses como resultado e/ou único objetivo - consenso entre partes.

Conquanto, não se estabeleça como regra, tem-se a expressão: "Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço", provavelmente esta seja a frase mais apropriada para justificar, senão, descrever, as atitudes pelos objetivos entre indivíduos de modo a explicar os fins pelos meios empregados sem o mínimo de esforço ou dedicação de um em detrimento dos demais.

Teste: Seu filho está estudando direito para as provas?
Teste: Você dedica o tempo necessário a seu filho?
Teste: Você ensina seu filho a gostar de ler?
Afinal, a sociedade vive julgando e criticando tudo. O país pela falta de estrutura, organização e seriedade, ingerência de governantes, corrupções, desvios, ausência ou precariedades de políticas públicas, assistencialismos utópicos, paternalismos eleitoreiros, condutas tacanhas ou omissas de colegas, vizinhos, enfim...

E não para por ai. Reclama-se do trabalho ou sua falta, ausência ou precariedade do atendimento nos hospitais, transporte, salário, amigo, pais, filhos, vizinho. Se faz sol ou vai chover; se está frio ou calor. Meras intolerâncias? talvez!

O homem, segue reclamando de algo ou de alguém, provavelmente (e eternamente), em razão da sua essência e insatisfação. A resposta está dentro de cada um; seja pelas boas ou más escolhas, a partir dos próprios comportamentos. Uma Nação reflete simplesmente a cultura de um povo.

O fato é que o indivíduo, via de regra, transfere para o (s) outro (s) suas expectativas, esperanças e/ou adequações, sobretudo responsabilizando-os pelas próprias negações, frustrações, atribuindo-lhes inclusive as próprias decepções ou infelicidades.

E como se torna difícil a introspecção, autocrítica, reexame de posturas - as vezes, tem-se que recorrer a algumas especialidades para melhor visualizar os próprios comportamentos, escolhas e consequências. O convite a se olhar no outro, a visitar o lugar do outro para melhor compreensão, cognição, do processo pode ser a solução..

Provavelmente, ampliando ângulos e visões na (re) formulação de novas ideias, reflexões, conceitos, ou mesmo na mudança de paradigmas e possível inferência in casu tornar-se-ia necessário, salutar. E, neste aspecto, desde muito cedo já se aprende no seio familiar, e na escola, os mais elementares valores morais, espirituais, éticos.

Nesta  expectativa, a escola e os profissionais da educação possuem mecanismos que envolvem o processo de locupletação do indivíduo pelo indivíduo e muito têm a oferecer. Contudo, como compreender as reais necessidades de um e de outro diante de tantas informações, tecnologias, grupos e interesses sociais? Como compreender as regras que determinam a normalidade ou anormalidade dos comportamentos a partir de conceitos formulados, apropriados, e suas aplicações?

 As respostas demandam análises, discussões e reflexões acerca de tudo.

Certamente, a avaliação e o resultado não serão os mesmos daquele que se mostra interessado, participativo, logo, bastante consciente e aplicado - denominado por muitos de "cdf" - em comparação com o que pauta suas escolhas pelas do outro.

E o discurso pela frase; "quem não cola não sai da escola" ou mesmo o que se imagina nunca precisar dos "supostos conhecimentos sociais" da escola ou da família. A este último, restará a frustração e o desvio de tudo e de todos.

Do mesmo modo, e análise, o comportamento daquela profissional, enquanto aluna de graduação, segundo seu próprio relato: "naquele dia todos do grupo estavam dispostos a colar, e, numa dispersão da mestre, aquele pedaço de papel chegou-me as mãos. Sequer conseguia abri-lo, eis que surpreendentemente fui acometida de uma crise de riso, e as lágrimas escorreram pela minha face em razão do meu pseudo-envolvimento". Que vergonha!

Segundo a experiência narrada, a aluna sentiu-se "ridícula" com o comportamento, visto que causou-lhe a sensação de que todos da sala de aula estavam a olhá-la, e, logicamente, censurando-a. Por outro lado, professora e colegas perplexos, já que não estavam compreendendo nada. Mas, ela sabia, e se cobrava, intimamente.

Acertadamente, optou por não colar. E como era boa em redação, desprezou a famigerada cola, e de imediato, redigiu seu próprio entendimento acerca do assunto, obtendo nota superior ao que julgava não merecer.

Assim, os valores agregados ao longo da vida daquela discente, inexperiente na arte de colar, fizeram a diferença entre a mediocridade e a determinação, foco e persecução. Certamente trocaria o termo inicial do "quem não cola não sai da escola" pelo "quem cola deveria permanecer na escola".

Afinal, o fato de não saber a lição ou fragilizado (a) e optar pela cola não garantirá o mínimo necessário à sobrevivência social, mas somente refém dos sistemas, manobras, de modo a satisfazer vaidades, eufemismos, ilações, comumente observados na prática.

Desta forma, será possível compreender muita coisa em sociedade.
Não saber é um processo normal. Aprender também. A diferença entre ambos consiste na vontade de transformar aquilo que se deseja; naquilo que se quer, porque neste diapasão não há qualquer distanciamento a não ser o próprio esforço empregado para realizá-los. Afinal, querer é poder.

Colar é...
Botar nas mãos do outro a sua própria sorte.
A transformação deve vir de dentro para fora. O contrário será sempre um risco; uma ameaça em qualquer segmento social.

A sociedade reflete a imagem de seus indivíduos.
Não adianta reclamar sem fazer a sua parte.
Simples, assim!


Motivos para ler
A importância da leitura
O desafio: Ler e escrever
Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro
A avaliação como ensino-aprendizagem
Dicas e aprendizados
Erros mais comuns na hora de estudar
Reforço escolar é bom?
Tudo tem consequência
Dá para evitar a recuperação?
Pilares da educação
 Lição de casa
O lado "b" da lição de casa
Dicas para enfrentar as provas da Escola
Dicas para ajudar seu filho a enfrentar as provas da escola
Dicas para se concentrar na hora do estudo
Dicas de procedimentos de estudo
Mande bem na redação
Conversando sobre honestidade com nossos filhos
Como lidar com as mentiras
Avaliação e aprendizagem
Sem que meu pai soubesse, eu gostaria...
A avaliação deve orientar a aprendizagem

(Re) Aprendendo

Aquele ambiente de colegas
mais parece uma família
que como tantas também tem intrigas
frutos de intolerâncias, ciúmes, competições
ninguém escapa de tamanha confusão.

Mas, como numa família que briga unida,
no final também vem o perdão.
De forma que todos se ajudam,
inclusive com alimentação.

Dizem até que tem ratos,
ou ratazanas quem prefere assim chamar
ninguem me chame para provar
pois quero ficar de fora
quando a bomba estourar
dizem que até câmaras
estão instaladas à fiscalizar.

De igual modo se juntam
todos os dias e hora
para com o colega lanchar,
Contudo, está sempre ligado
e pronto para usurpar.

No lanche ou nas refeições,
como também no particular
não adianta guardar
O grande esperto e oculto,
aproveita qualquer momento para furtar.

Vítimas voltam correndo
para seu alimento salvar
Contudo, o esperto ratinho
mais rápido se põe a surrupiar.

Assim, de queijo, doce ou presunto
ovos ou frutos do mar
Noutro dia até camarão sumiu
ninguém soube aonde foi parar
Contudo, os mais nervosos querem,
inclusive, o rato matar.

O medonho do ratinho demonstra
ter bom apetite,
e bebidas também degustar
refrigerantes, sucos ou vinho
não dispensa todinhos, iogurte ...
porém, dispensa chocolates
deve ser pra não engordar.
  
Assim, caros colegas, 
jamais pensem em vingança,
tampouco passar em branco,
A ele declararemos guerra
nem que seja por instantes.

A partir desse momento todos firmes,
pois, mais vale uma consciência tranquila
que qualquer instinto de onça
de modo violento ou a vociferar.

Então, ao desavisado
podemos deixar um lembrete:
“Não furte o que não é seu,
pois nada dos outros se pode pegar
eis que pode se encrencar".

E muitos colegas questionam:
Porquê você não faz parte do grupo?
No grupo sempre estive,
porém, nunca fui bobo
de alimento guardar,
já que "quem guarda com forme;
alguém come em seu lugar"

E dizem que em família que briga,
também tem espaço ao perdão
De forma que todos se ajudam, 
também não ficaria de fora o ladrão
Que te tanta vergonha,
nunca mais furtou, então.

Assim vou me despedindo,
com forte abraço em todos
especialmente, e com carinho
aos que brincam de investigadores.

By Lu Magalhães