terça-feira, 21 de abril de 2020

Parabéns, Brasília!


BRASÍLIA CAPITAL DA ESPERANÇA

Em meio a terra virgem desbravada
na mais esplendorosa alvorada
feliz como um sorriso de criança
um sonho transformou-se em realidade
surgiu a mais fantástica cidade
"Brasília, capital da esperança"

Desperta o gigante brasileiro
desperta e proclama ao mundo inteiro
num brado de orgulho e confiança:
nasceu a linda Brasília
a "capital da esperança"

A fibra dos heroicos bandeirantes
persiste nos humildes e gigantes
que provam com ardor sua pujança,
nesta obra de arrojo que é Brasília.
nós temos a oitava maravilha
"Brasília, capital da esperança"

(Letra de Capitão Furtado e música de Simão Neto)

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Visão noturna, e atual, de Brasília

Tiradentes e a Inconfidência Mineira

Assista, analise, reflita...



... Os rumos da "Independência" do Brasil, 1822

Mártir, líder, idealista,  "bobo da Corte" ou "bode expiatório" a serviço de uma Elite regional covarde?

 

A dinâmica da ciência social nos permite, reflexões, e, obviamente, conclusões, acerca das participações e lideranças, ideologia da conspiração, escola e delação, julgamento de todos os envolvimento e uma única sentença capital, ou seja, a pena de morte. "A mais irreparável das penas mais irreparáveis", definiu Vitor Hugo, Artigo no Diário de Notícia, 2007, senão, analisemos os fatos e disposições.

Assim, e para tanto, tem-se os termos "bobo da Corte" ou "bode expiatório" e suas definições vernáculas. Ao primeiro, o sujeito que não tem visão ou postura própria sobre algo, de modo a inspirar a sua vida a partir das dos outros. Enquanto, no segundo, o indivíduo, em prol dos demais é sacrificado, para servir de exemplo, e de modo a desencorajar quaisquer outros que venham a se insurgir contra o sistema vigente - exemplo negativo que representa, mas passível de repetição. Obviamente que na visão do seu julgador.

As expressões contidas entre aspas denotam e requerem chamamentos, observações, interação e reflexão acerca do tema, seja individual, contextualizado, dialético, e aqui utilizadas com os mesmos propósitos na busca de ampliação, construção, forma e ângulos de abordagem de conhecimentos, suas significações, reflexos e lições com que se apresentam e/ou  representam nos dias atuais.

Afinal, quem foi Tiradentes?

Joaquim José da Silva Xavier nasceu na Fazenda Pombal, 1746, entre São José e São João Del Rei -  atual Tiradentes - Minas Gerais, dentista prático, de profissão "herdada" de familiar, perdeu os pais ainda na adolescência, e sendo e tutelado por um primo. Já adulto foi tropeiro, mascate, minerador, militar, ativista político, homem comum; porém, de ideais revolucionários bastante arraigados, o que agradava a outros com os mesmos princípios ideológicos, e, claro, desagradava a Corte portuguesa e ao sistema vigente da colônia, o que dentre tantas arbitrariedades, cobrava altos impostos, sobretudo da extração do ouro.

Todavia, Tiradentes, alcunha recebida pela profissão - algo comum para a maioria das pessoas de comunidades simples - não teve estudos regulares, apesar de bem articulado. Não se pode afirmar das suas relações afetivas ou sociais, já que não se casou, mas há relatos de que teve filhos, e muitos dos seus companheiros integravam classe mais abastada, elite aristocrática, e com formação privilegiada pelos bons colégios, e universidades europeias, frequentados.

E, então, quando as ideias revolucionárias que, em tese, levariam o Brasil a tão sonhada independência de Portugal com autonomia das províncias, fim da escravidão e melhores condições de vida, entre outras, este, foi delatado por um integrante do movimento - É, Joaquim Silvério dos Reis, o delatou. Provavelmente obteve privilégios para fazê-la.

Em  21 de abril de 1792, então, com 46 anos, Tiradentes foi preso, enforcado e esquartejado em praça pública. Seus membros foram salgados e espalhados entre o caminho que ligava Rio de Janeiro a Minas Gerais. A sua cabeça foi exposta em Vila Rica, atual Ouro Preto. Sua casa queimada e seus bens confiscados. O movimento sufocado com outras prisões.

Estudos revelam que Tiradentes não teria cabelos compridos, tampouco barbas longas - já que era militar, e título de alferes - ilustrado pelas telas e/ou pinturas dos famosos artistas da época, e esse estereótipo provavelmente tenha facilitado associação e semelhança a vida, traição e morte de Jesus Cristo, elevando-o assim, de forma gloriosa, a condição de Mártir da Independência eis que ofereceu a sua vida em sacrifício para defender o seu grupo e seus ideais de liberdade.

Seria um ato de abnegação e imolação pela "derrama" ou seus díspares o teriam escolhido, entre tantos, para servir de exemplo? Coincidências entre vida e morte? Porquê não deram o mesmo fim aos demais, sobretudo os da aristocracia, mas que também fizeram parte da conspiração? Porquê, até nos dias atuais, os mitos permanecem?

E alguns, atualmente, diriam: "Mais vale um covarde vivo a um herói morto" em razão da sentença imposta e o processo de independência trinta anos depois. Aliás, explicado pela frase estampada na bandeira de Minas Gerais pelo que se lê: "Libertas quae sera tamen", ou seja, Liberdade, embora que tardia.

Porquê, ele e não outro (s)?
Teria sido um ato de confiança, coragem ou de mera escolha, dentre os demais, no movimento de conspiração? Quantos Joaquins Josés, ainda, existem? Devaneio, loucura, entusiasmo...Será!?

Pela abordagem, você responde!

Saber mais:

sexta-feira, 17 de abril de 2020

No olho do furacão


Ícone dos desenhos animados de terra covarde - Baixar PNG/SVG ...
Fonte: Google
Historicamente, o planeta Terra sofreu diversas transformações. Aliás, desde os tempos mais remotos aos dias atuais, tem-se vários registros. 

Os textos sagrados e a visão criacionista, bem como a ciência e a teoria mais recorrente a partir de uma "grande explosão" (Big Bang), remontam seu surgimento. Em ambos, adequações à continuidade, sobrevivência, evolução.

Partindo das referências em comento, as transformações iniciais foram geo-físicas, estruturais e humanas, seguidas de outras, a exemplo as filosóficas, ideológicas, sociais. E em meio a tudo isso, a figura do homem: protagonista, agente, paciente.

Contextualmente, as mudanças são, em regra, provocadas pelo homem. Contudo, algumas, inevitavelmente, independem da sua ação e, aqui, abre-se parênteses em respeito aos mais variados entendimentos balizados em credos crenças, religiões, etc, acerca do surgimento da Terra. 

Considerando os fenômenos ocorridos, a partir do surgimento da escrita, têm-se a expansão marítima e territorial, revolução intelectual e das máquinas, guerras mundiais, conquistas comerciais e industriais, avanços tecnológicos etc. Grandes foram as variáveis. Oportunizando o conhecimento, pesquisas e descobertas científicas contribuíram - e, contribuem - à longevidade humana na terra.

O conhecimento é infinito, testado e desafiador. Novas necessidades vão surgindo, ciclos se fecham; outros, se iniciam, numa dialética ou dinâmica de pouca compreensão. E, nesse contexto, surgem doenças, pragas, epidemias, pandemias, causas e consequências indeléveis, mas, que exigem esforços em geral de modo a garantir a continuidade da espécie na terra.

E, em se tratando dos fenômenos "naturais" tem-se, pela ausência da previsibilidade, grandes catástrofes, alheias à vontade humana em detrimento de todos. Afinal, quando estas ocorrem devastam regiões, dizimam grandes populações e levam tempo à recomposição. A história registrou vários eventos. De pestes, maremotos, terremotos, furacões, ciclones e, mais recentemente, as denominadas "guerras" virais.

Hodiernamente, o planeta Terra busca recomposição. A pandemia surgida, a partir de um vírus (Covid-19) - conhecido como "Coronavírus" desconstruiu paradigmas. alinhou e igualou a sociedade em geral, independente da condição social, gênero ou raça, bem como impediu, reduziu, limitou, sobretudo, as relações interpessoais de modo à reflexão de todos. Os ataques e efeitos do vírus desafiam a comunidade científica, o desaforamento ensino-aprendizagem em torno da cura, e o isolamento, confinamento, distanciamento, reclusão social.

E muitos, indagam: Qual a história ou histórico desse vírus? 

Há informações, especulações, explicações diversas. Atribui-se origem, deflagração, propagação, à China. Provavelmente pelo histórico de outros anteriores a esse como o da Peste Negra ou bubônica, Gripe aviária, Peste suína, Sars-Cov-2 etc. muitos em função do clima (baixas temperaturas) cultura e população bastante idosa, sobretudo no Velho Continente (Ásia e Europa).

Do mesmo modo, a disseminação para outros continentes e a forma mais comum de contágio: as relações comerciais, industriais, interpessoais, especialmente em razão do turismo. As medidas preventivas, controle ou de combate se mostram diferentes, inclusive, em razão da apresentação do vírus em cada país. O que não difere é o alvo da letalidade, alcançando em especial à população idosa, histórico de doenças crônicas ou comorbidades, preexistentes, imunodeficiências etc. Não descartando os assintomáticos, condutores de risco para os demais.

E os reflexos estão por todos os lados, países, continentes. Se, por ocasião no pós guerra, a quebra da Bolsa de Nova York, EUA, A grande Depressão, repercutiu e arrastou outros países, hoje, elas continuam em declínio. A própria cidade e o mundo amargam uma crise de igual ou maior proporção.

No Brasil, a exemplo de outros, a situação não difere e a frase mais proferida pela população "Fique em casa". E, certamente com a economia solapada. O mais temente, afirma: "O Criador resolveu botar todos na cadeirinha do pensamento". E, pelo mundo a fora, o preço do ouro negro (petróleo) despencou. Há relatos de países operando no negativo, ou seja, não conseguem escoar seus barris.

O mundo e a ação do vírus. E, como num efeito cascata, tudo parou - ou, grande parte. A indústria, o comércio, a escola, dentre outras atividades. As pessoas se recolheram em suas casas, Isso fez lembrar o poeta visionário, cantor e compositor Raul Seixas em uma de suas letras, e refrão: "(...) o dia em que a terra parou (...)", e, muitos, sem direito a despedida. E nunca um abraço, beijo, fez tanta falta.

E, não raras as constatações pelas ruas quase desertas, cidades e países sem os amontoados das pessoas, comuns aos grandes centros urbanos. As mídias, em especial as eletrônicas, e as informações instantâneas parecem não ter fim. Informações e recomendações de autoridades sanitárias e infectologistas soam de modo a assegurar os cuidados ou reduzir os impactos provocados pela doença.

Vale destacar a especial percepção daquele senhorzinho de 99 anos, ex combatente da II Guerra Mundial, ao receber alta do hospital (HFA-DF), após resistir ao Covid-19, em meio aos aplausos, e desabafo: "Na guerra você mata e morre. Nessa, você luta para não morrer".

E, se, as guerras com suas iniciais espadas, seguidas por canhões, fuzis e bombas atômicas aos mísseis balísticos de longo alcance causaram terror e dor ao homem; as biológicas, químicas, virais, invisíveis ao olho nu,e letais, provocam também grande desespero. Neste cenário, o combate é desigual, eis que ataca o frágil, o vulnerável, o debilitado, e, inevitáveis prejuízos econômicos e sociais aos países.

E, crível é a arma ao seu combate: a própria higiene pessoal, uso de máscara, álcool em gel e lavagem das mãos com água e sabão. A vacina, ainda, não existe. Paradoxalmente, parece pouco diante do destino incerto; porém, existe esperança de dias melhores, sobretudo da cura, todavia, com muito medo, pavor.

E, então, em breve entoaremos outra canção, refrão, com fé, esperança, entusiasmo.. Retomando gradativamente a rotina, a normalidade.

Sol de Primavera

"Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
juntos outra vez

Já sonhamos muito
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer sol de primavera
Abre as janelas do teu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
.................... " 
Compositores: Ronaldo Bastos Ribeiro/Alberto de Castro Guedes. Canção: Flávio Venturini

Essa é a história.
O convite à reflexão,
À reinvenção.
Não seremos mais os mesmos.
Então, resista.
Vai passar, creia!

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Fonte: Google




Fonte: Google

Um vírus invisível causando estrago e ainda tem gente que se acha grande coisa
Deus está curando nossa Terra. Os resultados serão poderosos
Judeus, Cristãos e Muçulmanos se unem em oração pela primeira vez em Jerusalém
Não podemos nos tocar, mas podemos dobrar os joelhos e orar
Quando a gente ora com fé e confiança, Deus faz as coisas darem certo!
Tenha fé nos milagres de Deus! Ele é justo e perfeito no que faz.
Não tenha medo: a tempestade é só u, aviso de que algo extraordinário Deus está fazendo
Receba este dia com gratidão, porque Deus está olhando por você
Obesidade é o principal fator de risco para pacientes com menos de 60 anos
Este momento está nos mostrando que a família é o maior tesouro que temos na vida
Nos piores momentos da vidsa, é a tua fé que vai te manter firme
Nenhuma folha cai sem a permissão de Deus. Acalme o coração porque na hora certa tudo fará sentido.
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domingo, 12 de abril de 2020

A Páscoa

É preciosa e vivificante a Cruz de Cristo | Sacrifício Vivo e Santo
Elo e compromisso entre Criador e criatura
Simbologia: O trigo, o pão e o vinho...


Páscoa significa renascimento, ressurreição, reencontro, doação. Entretanto, o que se observa na sociedade contemporânea consumista é a história cristã sendo relembrada culturalmente entre os povos, sobretudo os ocidentais, sob a ótica mercantil capitalista. A comemoração é representada por um mamífero (coelho) e com farta distribuição de doces variados, especialmente dos chocolates.


Na verdade, a grande maioria celebra a data com muitos doces e chocolates, contudo, não analisa o momento pelos ícones, representações ou religiosidades, sequer discutem a relação do animal, já que trata-se de um mamifero, diferenciando-o dos ovíparos, e, portanto, passível de questionamentos, conquanto, evidenciada a relação capital-consumo e pouco estreitamento com a data cristã. O fato é que o animal simboliza a fertilidade, logo, representa a fartura.



Assim, a Páscoa significa muito mais. O próprio renascimento ou ressurreição de Cristo para os cristãos, e destes para com Ele. A hégira de Maomé e seus seguidores, êxodo entre os povos do Egito ao (re) encontro de Israel significando passagem, mudança, fim de uma situação de sofrimento para outra em melhores condições de sobrevivência - já que enfrentavam uma região desértica. Para estes povos (hebreus), o verdadeiros encontro com o Criador e suas promessas. Uma terra prometida onde todos se abastariam  em abundância.
Deste modo, muito mais que a troca de entre parentes e amigos, a Páscoa requer de todos mais reflexão, tolerância, solidariedade. Renascimento todos os dias, vida nova, recomeço, especialmente em família, e em sociedade. Afinal, o amor universal deve prevalecer, elo e compromisso entre seres e natureza. Aliança entre Criador e  criatura, e, portanto, data especial celebrada entre todos os cristãos.

Desta forma, não importa em que lingua possa ser expressada, tampouco, as milenares culturas, se:

Happy Easter! 
Felices Pascuas!
Joyeuses Pâques!
Wesolych Swiat!
Buona Pascua!
Glad Pásk!
Schöne Ostern!
Feliz Páscoa!




domingo, 8 de março de 2020

Dia Internacional da Mulher


Mais do que romântica
Um encanto de ser
Linda em qualquer lugar e
Hora, mas também delicada
Em todos os momentos
Resiliente, sensível, nobre
Especial, graciosa, gentil
Só você, mulher, tem esse perfil.


  
                                                  Mulher, em ti a esperança,
                                                  Unica, plena, sagaz,
                                                  Liberdade, força, sabedoria,
                                                  Honradez, coragem, determinação,
                                                  Especial amor, aconchego, proteção,
                                                  Regendo sonhos, desejando tão somente ser Feliz!

Parabéns a você, 

Mulher criança, adolescente, adulta, filha, mãe, irmã, tia, namorada, esposa, cunhada, avó, neta, sogra, nora, trabalhadora, empreendedora, amiga, guerreira ... enfim, nas lutas e conquistas diária em prol de uma sociedade mais justa, igual e de paz.

A mulher, todo respeito, admiração e carinho não somente neste dia tão especial, mas em todos os demais da sua existência. Afinal, dia, mês e ano são poucos para enaltecer o seu valor. E bem disse o poeta em forma de canção/refrão:

"Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés..."

(Refrão música Mulher/Sexo Frágil do compositor e cantor Erasmo Carlos)

Mulher, não importa sua origem, idade ou posição social. Nem todos os gestos, palavras, adjetivos, tampouco todas as flores do mundo seriam suficientes para homenageá-la!                                                                  
                                 

A esperança é um ato de resistência
Direitos das mulheres sob ameaça, diz ONU
Trung, Triêu e a fibra das mulheres
O amor feminino é um verdadeiro tesouro
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sincericídio!?

O mal da sinceridade em excesso - Içara News
Fonte: Google
   
Somos ensinados ou mesmos educados, ao longo da vida, que devemos ser sinceros, falar sempre a verdade, não cometer os denominados "pecados", e aqui nenhuma ilação quanto aos méritos, especificidades ou justificações reais e/ou causais. Todavia, as consequências são inevitáveis quando, muito provavelmente, em razão da lavra discutida ou própria titulação e autor,  seja pelos riscos de nortear-se por atitudes sinceras, potencial e verdadeiramente como um  "homicida" - ou seria "suicida"?

Vale lembrar que a palavra-título é um neologismo, ou seja, a junção de duas  palavras (sinceridade + homicídio = sincericidio) na construção de uma terceira.  O homicídio pelo excesso de sinceridade. Resultado esse de muitos indivíduos serem preteridos ou postergados de algo ou de alguém em relação ao grupo ao  qual pertença ou não.

E, sob esta ótica, não se pode desprezar as questões idiossincráticas e culturais, cujos valores trafegam entre escolhas ou inversões de valores, verdades ou mentiras como satisfação de ideologias, logicamente numa seara onde se distanciam das dominantes.

Assim,  tem-se em regra, crianças sendo observadas como criaturas simples, puras, ingênuas, e que falam sempre a verdade, logo, sendo as mais sinceras em seus posicionamentos acerca de algo ou mesmo quando questionadas. Comum é a expressão: "Criança não mente", ou seja, a criança é a própria representação da pureza e inocência.

E, então, a pergunta: Estaria ela, cometendo um ato homicida ou suicida? Certamente, não! O que não as tornam razoáveis e tão "puras" quando adultas, eis que algumas mudam de atitude pela ação ou omissão para serem, supostamente, aceitas pelo grupo social em detrimento das condições apresentadas por ambos.

O grande norte-americano Martin Luther King afirmava: "Para se criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa". Estaria o líder ativista político estadunidense ratificando, pela sua frase, o que se constata na dialética social? Estaria o homem omitindo a verdade, estrategicamente?  Bem, certamente induz-nos a reflexão!

Desta forma, é muito provável que o profissional,  e pelo qual tornou-se até caricato, seja chamado de "chato" por defender o seu ponto de vista pautado pela sinceridade. Aliás, objeto inclusive de um quadro humorístico da televisão, "o super-sincero", mas que ganhou conotação piegas, senão,  uma crítica bem humorada ao comportamento em sua generalidade.

Em recente entrevista, o então publicitário argentino Pablo Nobel,  e escritor de livro-título, reafirmou: “Eu pratico sincericídio isso quase que diariamente. Quando você fala a verdade, está respeitando o outro”. Nascido em Buenos Aires, Pablo está no Brasil há 33 anos. Constante alvo de piadas, ele disse que sofre muito preconceito por aqui e está pensando em lançar o movimento “adote um argentino” ou “leve um argentino para casa”.

Outro exemplo ilustrativo é o caso da blogueira cubana Yoani Sánchez e a singular recepção dispensada a esta quando em recente visita ao Brasil, mais especificadamente iniciada na Bahia, Pernambuco e São Paulo, cerceada pelas severas críticas desta ao governo e regime cubano - leia-se, o de Fidel Castro e seu irmão-sucessor Raúl Castro.

Cediço é, pois, maior análise e reflexão sobre a história de Cuba - único país latino-americano que defende o Socialismo como forma de governo, mas que se mostra sobretudo vitimizado pelo bloqueio econômico norte-americano a justificar suas mazelas.

Nota-se que mesmo o Brasil, cuja Social Democracia, e princípios,  baliza o sistema e seus métodos, sequer, teria concedido aquela blogueira o amplo direito da liberdade de expressão, ou mesmo a livre manifestação da opinião e pensamento, garantidos pela Constituição Federal. Obviamente, pela intolerância de alguns grupos contrários e/ou reacionários ao seu posicionamento e/ou visão ideológica.

Nesta perspectiva, tem-se também as várias inferências culturais e, portanto, outras visões acerca das formas, regras, costumes tradições de um povo. E, ao confrontá-las, tem-se o outro como obsoleto, antiquado, retrógrado, chato. E isso tornou-se latente, sobretudo de um continente em relação a outro.

E muitos ariscariam pelo histórico, e diriam: "Herança colonial". Será? Isso faz-nos repensar acerca da assertiva. Quando se fala a verdade, prioriza-se sobretudo o autorrespeito. Cria-se ou recria-se na sociedade aquilo que se idealiza ou deseja.

Neste diapasão, tem-se as piadas, críticas, discordâncias de uns sobre outros - do português aos argentinos, ou do brasileiro em outros territórios  e acolhida de uns em relação a outros. E muitos diriam: "Malditos latinos!"

O certo é, pois, buscar-se o equilíbrio, respeito, disputa saudável as diversidades, inclusive nas de opiniões e atitudes diante da vida, sob pena de se resvalar em clima de animosidade, real beligerância, intolerância e/ou violência desnecessária diante do semelhante.

Afinal, o importante é ser verdadeiro e sincero naquilo que se acredita, não importando em quais circunstâncias, manifestamente resguardando o bom-senso de causa e efeito, mas sempre em defesa da contribuição, participação e construção do diálogo na busca das soluções, evolução e crescimento de todos.

E, então, qual o seu parecer sobre o assunto?

Opine!!! 

Em nome da fé

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O título até parece nome de filme épico ou pelo menos na remontagem de passagens da história como fios condutores induzindo à reflexão: Qual sejam, os conflitos entre católicos e protestantes,  ou a cisão entre os povos romanos, ortodoxos, anglicanos, sunitas, xiitas, semitas entre outros. Nossa!!! O que salva o homem, sua fé ou a sua obra?  É possível associá-las ou dissociá-las? Analisemos o discurso, ou a história?

Certo dia, uma professora de História ao ser questionada quanto a sua religião, respondeu: Como professora de História eu não tenho religião! Como pessoa, sou Cristã! porém, não discuto filosofias religiosas, principalmente se estas,  não forem objeto da aula e continuou...

A História é pautada na ciência, portanto, no método científico, e não no religioso. Penso que,  quando o Criador, mencionou Adão e Eva - a bíblia como fonte - o fez meramente numa simbologia para retratar o homem e a mulher eis que era comum falar aos povos e/ou discípulos por meio de parábolas, sugerindo diversas interpretações.

E, segundo essas interpretações, particulares e/ou singulares, guiam multidões aos mais variados ou transloucados atos. Tudo em nome da fé. Isso faz lembrar daquele episódio, naquela academia do conhecimento, em que alunos, segundo seus próprios entendimentos interpretativos, espalhassem que a professora de História não acreditava em Deus.

Ora, como chegaram a essa conclusão? A de que a professora não acredita em Deus? Quais parâmetros foram utilizados para chegarem a essa conclusão? A religião ou a falta dela? A religião,  por si só,  já denota crença ou não num Ser Especial, Divino e/ou Superior? A professora disse: "Sou cristã".  Não foi o bastante? Qual o conceito e/ou significado da palavra "Religião"?  Ou de "cristã"?  Cada um  tem sua própria interpretação e, consequentemente conceito?

Não obstante toda a confusão descerrada no ambiente, há uma assertiva no texto Sagrado (Tiago 2:14-26) que remete-nos à reflexão: "A fé sem obras; é morta" ou mesmo fragmentos da música, cujo cantor/poeta assevera: "Não adianta ir a igreja, rezar e fazer tudo errado [...] Você que as coisas de frente, olhando de lado [...]

Reflexões à parte, todos tem o direito de se expressar; porém, "achismo", (do verbo achar)  nunca foi aceito pela comunidade acadêmica, tampouco pela científica. Mesmo que aquela profissional não professasse fé alguma - crença religiosa ou convicção filosófica - não daria o direito de ninguém julgá-la. A Constituição Federal, em seu art. 5º inciso VI - e seguintes! - trata Dos Direitos e Garantias Fundamentais,  e garante não só a ela, mas a todos os brasileiros, tal possibilidade.

Ademais, Pai, Filho e Espirito Santo estão intrínsecos, segundo o próprio Evangelho  e, religião a exemplo do futebol ou politica (referindo-se ao comportamento pouco recomendável de alguns políticos), filosóficas, ideológicas, não devem vir a baila de discussões por serem temas bastante polêmicos, calorosos, controversos, e como tais, passíveis de desentendimentos, principalmente para serem tratados no curto tempo da aula.

O que se deve evitar é o "fanatismo" ou qualquer apologia a determinado segmento religioso, filosófico, social e/ou comportamental, eis que em qualquer situação, torna-se bastante perigoso. Fanatismo exacerbado conduz pessoas a atos de insensatez,  devaneios, loucuras. O ataque as Torres Gêmeas (EUA) é um exemplo, homens-bombas, kamikazes, suicidas ou outros do gênero são frutos disso, cujo fito é tentar "moralizar comportamentos" voltados para determinados segmentos, dogmas ou religião,  por acreditar   serem os verdadeiros escolhidos e, portanto,  representantes do Criador na Terra e - pasmem! - com o direito de  matar ou morrer em nome da fé.

Por fim, a exposição da professora se originou em razão do tema, ou seja, o papel da Igreja Católica no contexto das relações sociais, e não só espirituais, ao longo da história, objeto de posterior cisão ideológica e surgimento de outras denominações, haja visto o Protestantismo de Martinho Lutero, Calvino (e o Calvinismo), e de tantos outros a partir desses até nos dias atuais.

E, sob este aspecto, necessário se faz, conhecê-la (s) para melhor escolhê-la (s) sem apegos, fanatismos e/ou dogmas. Para tanto, a escolha deve ser individual, consciente e com a liberdade necessária, garantida pelo Estado, querendo ou não alguns.

Respeito e cautela, será a melhor opção, em qualquer situação.
Crítica ou comentário sem fundamento é,  no mínimo,  leviano.
Se não conhece, ouça e silencie.

E, então, prepare-se!