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quinta-feira, 31 de maio de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Essa tal, Ideologia...!

Fonte: Google Imagens
Ao buscar a significação da palavra ideologia, obtém-se os mais amplos conceitos. Notadamente, tomando como referência o processo latino-americano,  mais especificamente o período colonial, seus conquistadores e em razão da diversidade cultural, a que sempre estiveram expostos,  tem-se as próprias definições. E, nesta seara,  a exemplo, o histórico brasileiro, pelo cunho reacionário, intuitivo, discriminatório,  racista, talvez! Senão, vejamos:
 
Ao contextualizar a ideologia no período colonial, tem-se a figura do dominador intitulado como o senhor do engenho, o da casa grande, o patrão,  bem como  a presença fundamental do dominado, do negro, do escravo, o da senzala, o subserviente, conquanto bastante distintos em suas ou nas formas de visão,  percepção e/ou de sentimentos em relação aos contextos a que se encontram inseridos,  o primeiro para espoliar e o segundo para ser espoliado, balizados por uma ideologia dominante que estabelecia ali  a sua tese de superioridade,  meramente circunstancial. Assim, ao inferi-la como tal,  reduzia a capacidade do paciente de idealizar, perceber, criar,  insurgir - porquanto de nada tenha adiantado!
 
Faz-nos remeter a reflexão, a partir do fragmento adaptado: "O "pão" era o alimento fornecido pelo senhor ou produzido pelos próprios escravos durante um dia por semana. O "pano" referia-se a pobre vestimenta dos escravos feita no engenho e resumida ao mínimo indispensável. Na verdade, os negros andavam seminus" (Saga - A Grande História do Brasil, São Paulo, Abril Cultural, 1981, v 1p. 196-7), noutra, toma-se por base e reflexão, a frase do jesuíta Antonil: "Os negros são os pés  e as mãos dos senhores de engenho".
 
Ora, mas se o ser dominado representava os pés e as mãos do dominador,  pela sua essencialidade no processo ou sistema mercantilista, como este poderia ser reduzido a uma insignificância tal que o incapacitava de pensar, agir ou reagir? Bem,  neste caso,  e noutros,  tem-se a figura da Ideologia. Mas o que seria ideologia?  Em que consiste a Ideologia?  O próprio poeta já dizia: "Ideologia, eu quero uma pra viver".
 
Em linhas gerais, genérica, senso comum, a palavra significa um conjunto de ideias, convicções, crença, doutrinas e defendidas por indivíduos, grupos, segmentos vários de uma sociedade delineada, sobretudo naquilo que estes acreditam.
 
Desta forma,  tem-se uma Ideologia individualizada e pouco interessante ou mesmo não comungada em detrimento de outras e/ou de todos, eis que  não concede amplitude a que se propõe como ideal, ao estudo, a análise das ideias,  coerência de ações  e  de  modo a beneficiar  um maior números de pessoas.
 
E, então, indaga-se:  É possível uma fórmula como receita, visão, habilidade, procedimento a servir para todos,  o tempo todo ou em épocas distintas? Sabe-se que as necessidades são diversas e adversas. Os caminhos e objetivos são vários, e assim  como  as vertentes, nuances, varáveis,  e possibilidades!
 
No período colonial brasileiro,  verificou-se uma ideologia pautada, sobretudo na utilização da mão de obra escravista, balizada na tese da proteção ao ser dependente, incapaz de sobreviver sozinho, sem nenhuma perspectiva, passível de venda ou de disponibilidade tal e qual uma mercadoria, e pasmem!  até considerado "sem alma"  por  alguns dos  "seus donos",  numa visão totalmente tacanha  da exploração do ser pelo ser. E muitos até indagam: seria uma espécie de "Herança Colonial"?  E já dizia, o filósofo e político, Thomas Hobbes (1588-1679): "Homo homini lupus" ou "O homem é o lobo do homem" ou noutra expressão em que complementa: "Bellum omnium contra omnes" ou verdadeira  "Guerra de todos contra todos". O homem é por excelência, egoísta. E noutra postagem já se refletia:  Tão egoísta que em regra, nasce só!
 
A partir do século XIX, com o advento do Imperialismo europeu na Ásia e África ou do denominado "Neocolonialismo" norte-americano - sob égide da máxima colonial "Dividir para dominar" do filósofo florentino Nicolau Maquiavel e praticados pelas demais potências mundiais  se conheceu o outro lado da ideologia dominante, ou seja,  a do poder do capitalismo desenfreado na busca por novos mercados consumidores -  a  própria busca pela supremacia e  poder - que iriam definir e impor os modelos políticos e econômicos, muitos em abandono total ao social ou quiçá para o resto do mundo, senão,  pela própria industrialização que despontava como solução.

Assim, torna-se possível compreendê-la, contextualizá-la, numa tentativa pueril de conciliá-la com os vários interesses,  individuais e/ou coletivos,   mas que deveriam permear a sociedade, ou seja, no fruto da própria conceituação do termo de justo, bom e necessário, segundo a própria ótica conceitual de ideologia.

Conclui-se que dificilmente se conseguirá atender,  seja pela ideologia dominante ou dando voz a dominada, equilibrar-se a significação, urgência ou própria leniência com que requerem os indivíduos em razão da impessoalidade natural do ser,  em detrimento de uma coletividade.
 
Alguém discorda?
É só refletir,  tendo a História como fonte e parâmetro.

Até a próxima!