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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Reconstrução


Um dos grandes desafios da humanidade é, sem dúvida, o saber lidar com as perdas, fracassos, frustrações. Do mesmo modo, saber administrar as questões ao desapego em detrimentos das possíveis desilusões, decepções ou de outros desgastes emocionais, eis que fazem parte parte do cotidiano humano, e naturalmente não diferente em meio as várias ações, atividades ou pertencimentos, relacionamentos interpessoais ou sociais.

Aliás, especialistas e estudiosos afirmam que as frustrações acontecem em decorrência do excesso de confiança depositada, sobretudo no (s) outro (s). Espera-se que o outro possa suprir (s) carência (s), deficiência (s) ou atender expectativas.

Desta firma, tem-se um grande contingente acreditando desnecessário empreender esforço e/ou dedicação senão o próprio histórico, experiências ou crença serão suficientes para o sucesso, a vitória ou bastantes a positivarem os desejos. E, nesses casos, o fracasso e a consequente frustração tornam-se latentes, patentes e de difícil reparação, remediação, recomposição, já que o estrago é muito grande. Diria-se, de marcas indeléveis.

Neste sentido, o advento da Copa do Mundo é um bom exemplo. Acreditou-se na possibilidade de o Brasil alcançar o título por todo o histórico de vitórias percorridas. Provavelmente, os membros da Comissão Técnica e/ou seus jogadores subestimaram a evolução do futebol adversário ou pelo menos não contavam com o excelente desempenho destes em campo. Resultado!? O gosto amargo da derrota brasileira, com goleada sem precedentes do adversário.

O professor e mestre em educação física, Wilton Santana, justifica os resultados de qualquer competição a partir da modalidade em epígrafe, asseverando: "O futebol é um jogo. Assim como na vida, o derrotado de hoje pode ser o vitorioso de amanhã".

                                                
                                                    Teste: Que tipo de torcedor é você?


Vale lembrar que não basta ser bom ou mesmo espetacular naquilo que faz, mas necessário constante planejamento, investimento, reciclagem, sobretudo com humildade e determinação - e nestes últimos, bastante presente a maioria dos competidores pela bela demonstração de garra com que buscavam os resultados eis que sabiam do potencial dos seus concorrentes. Assertivamente, exige-se um melhor preparo sem o que dificilmente chegar-se-á tão longe. E, então, remete-nos indubitalvelmente a canção e refrão do poeta pelo que se lê:

"Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar

Destarte os relacionamentos interpessoais e/ou sociais onde o comum é a conquista; uma vez satisfeita a necessidade observa-se, por via de regra e/ou excelência, o indubitável recuo - por acreditar nada mais a fazer - quando exatamente é o seu contrário. A partir dos investimentos na relação é que esta ganha contornos ao seu fortalecimento, estreitando os laços que unem pares desejosos e de modo a transpor os obstáculos. Aliás, em não havendo investimentos fatalmente estará fadada as decepções, frustrações, e, consequentemente, desilusões.

Assim, nunca se está suficientemente preparado para nada, mas em constante busca de aperfeiçoamento. Do mesmo modo acontece na vida pública, política, econômica, privada. Nos relacionamentos pessoais, interpessoais e sociais como dinâmica existencial entre seres desejosos do reconhecimento, sucesso, destaque, locupletação. Todavia, os desafios diários exigem movimentos contínuos; conquanto nem sempre repetitivos. Nada será tão fundamental se não houver determinação e preparo. Assim, mister será o zelo, cuidado, bem como saber tirar proveito das mazelas ou das situações mal elaboradas ou de difícil ingestão.

E então a pergunta: O que fazer na hora de lidar com a possibilidade de perda (s) ou fracasso (s)? Como lidar com a tentativa vã e a frustração da derrota? Certamente nem sempre se perde; tampouco, se ganha o tempo todo. Aliás a célebre expressão: "A vida é assim, às vezes a gente perde, às vezes a gente ganha". Nem todas as tentativas resultarão em derrotas, entretanto, imprescindível saber administrá-las da melhor forma possível. E, em caso de fracasso, já bem assevera disse Paulo Vanzolini  em seu refrão: "Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima". Já no caso da frustração melhor será desapegar urgentemente do que ou de quem a rendeu ou resultou.

Afinal, alimentar frustração não será positivo em nada. Mas como fazer para se levantar ou se refazer depois de um "tombo"? Bem, em igual situação fundamental a desconstrução ou reconstrução de objetivos e/ou sonhos.  Remete-nos aquela propaganda de classificados eletrônicos, cujo slogan prenuncia: "desapega, desapega, desapega". Sim, desapegar de qualquer sentimento negativo em relação a situação, ora legitimada, mas que possa conduz aos de sentimentos de incapacidade ou de destruição. Na prática é vislumbrar novos horizontes e perspectivas, inclusive o da reinvenção, aproveitando-se das nefastas lições e /ou experiências desagradáveis de modo a não repeti-las noutros momentos e/ou situação.

Saber lidar com as perdas, fracassos, frustrações, exercitando desapegos, não somente materiais mas de sentimentos amargos, autodestrutivos, negativos, demonstará já nas primeiras atitudes a reconstrução de um novo ser mais amadurecido, e, consequentemente mais preparado para lidar com outras possibilidades eis que erros e intempéries fazem parte da vida. É este o curso normal que segue, ou seja, fazendo de um limão uma limonada, diuturnamente.

Cediço é, pois, o virar de página em qualquer situação que se mostrar contrária ao objetivado. Do mesmo modo, nada é tão ruim que não tenha algo a acrescentar. Num pensamento altruista certamente servirá como contínuo aprendizado, iminente amadurecimento e crescimento em meio aos novos cenários, contextos, delineações e/ou histórias.

E então, disposto a encarar o próximo jogo...
É, o da vida!?

Até o próximo!

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