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sábado, 21 de março de 2015

Preconceito, discriminação, violência


Jesus não fez (a) acepção de pessoas

Ao questionar a publicação na revista Época (Edição 612/2010) sob o título  "O general e o armário"  um leitor, à época do editorial, manifestou-se a baila das discussões e acerca do assunto em comento, e indagou: "Se a lógica do citado general fosse seguida, com militares não aceitando ordens de gays, logo estudantes poderiam se recusar a aprender com professores gays, pacientes se recusariam  a ser tratados por médicos gays, revistas e jornais não confiariam  em jornalistas gays. Que profissão seria digna de um gay? Ser gay é a tal  ponto definidor da personalidade? Creio que não, e é em tal sentido que a sociedade avança e de continuar avançando".

A resposta veio de Brasília, na figura de outro leitor? Não se pode precisar! mas leiam a contradita: "O discurso do general apenas colocou à mostra o que acontece na prática nos quartéis de todo o Brasil. Isso não quer dizer que exista um clima de ojeriza ao homossexual dentro dos quartéis. Porém, existe a necessidade da separação do lado profissional da vida privada. Ressalta-se, inclusive, a norma contida no art.  nº 37 da Constitucional Federal e o principio da impessoalidade que deve nortear qualquer participação na administração pública. Não se deve fazer disso bandeira para que se diga que o preconceito é disseminado no meio militar, uma vez que tantos militares são gays".

Neste diapasão, o tema torna-se bastante latente, e oportuno. O destaque, contudo, remete-nos a reflexão em razão do processo da formação histórico-social do país, Instando, portanto, a própria miscigenação, a cultura agregada, a liberdade de escolhas - a não justificar qualquer tipo de discriminação, preconceito, apartação velada e/ou contundente segregação conferida na história de outros povos/países, a serviço da intolerância entre grupos ou etnias.   

Em que sentido o leitor contestante (por assim nominá-lo) quis dizer com "a necessidade de separação"? E ao invocar, o Princípio da Impessoalidade na Administração Pública, aplicar-se-ia ao caso em tela? Neste caso, desnecessária a medida, haja vista que tal princípio e tutela, tão somente, atenderia ao interesse da administração pública, e em se tratando de poder, o próprio sistema de governo já privilegia como coisa (res) pública, ou seja, "de todos", logo, não se pode falar sequer em discricionaridade, nexo, causalidade, mas simplesmente, paradoxal no Estado Democrático de Direito. Aliás, sequer a Administração Pública analisar, tampouco decidir, a opção (sexual) de seus servidores, ignorá-lo ou considerá-lo inapto a qualquer cargo ou hierarquização, abarcando tão somente na conduta particularizada, individual.

Recentemente, numa determinada rede social estampava o slogan acerca do preconceito, discriminação, violação de direitos, de grande extensão e valia reflexiva para aqueles que alimentam sentimentos escusos, mas de manifesta repulsa e abominação em sociedade.
Eis sua íntegra:

Você aprendeu na escola sobre respeitar os índios?
Sim?!
Virou índio?
Não?!
 ... Então por que diabos acha que ensinar seu filho a respeitar os homossexuais o faria a tornar um?

O que se observa na sociedade é a hipocrisia declarada e escancarada. Seja nos quartéis, ou em outros segmentos. Todos os dias observa-se a discriminação, preconceitos, verdadeira apartação, pelo simples fato de um indivíduo ter suas orientações, e não importam quais sejam, cerceadas, maculadas, desrespeitadas. Pessoas sendo atacadas nas ruas, assassinadas... crueldades de todas as formas.

Literalmente sem razão preconceitos, discriminações, violências, apologias lideradas por grupos, denominados iniciados por klux klans, skinheads, carecas, punks, white powers, black-blocs, neonazistas e/ou neofascistas, filhinhos de papai ou não, dentro e fora do país, seja pela intolerância a negros, judeus, nordestinos, religiões, prostitutas, gays ou  garotos de programas, classe social ou entre tantos outros, a cada dia e com vergonhosa frequência.
 
O ser humano está acima de quaisquer rótulo. Esquecem do ser, simplesmente por que não gostam, não vão com a cara, se acham melhores ou acima da lei, contudo, desprovidos de qualquer valor moral, ético, religioso ou fraternal. Não respeitam a liberdade de escolha, diversidade, seja esta qual  for.

Diga "Não"!
A qualquer tipo de violência.
O ser humano em primeiro lugar.

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